Benki Piyãko, líder indígena Ashaninka, é absolvido no Acre

Ele havia sido acusado pela PF de falsidade em depoimento após ameaças em discussão por posse de terra

O índio Benki Piyãko, líder Ashaninka, em celebração de chefes indígenas, no Rio de Janeiro - Daniel Marenco - 20.jun.2012/Folhapress
Leão Serva
São Paulo

O índio Benki Piyãko, mais conhecido líder Ashaninka, etnia do Acre, foi absolvido em um processo por denunciação caluniosa que corria na Primeira Vara Criminal de Cruzeiro do Sul (AC).

A juíza Adamárcia do Nascimento proferiu a sentença nesta segunda-feira (21), considerando improcedente a acusação de falso testemunho feita pela Polícia Federal, e depois aceita pelo Ministério Público, em novembro de 2015.

caso foi noticiado pela Folha no domingo (20), no caderno especial sobre a expedição do fotógrafo Sebastião Salgado aos índios Ashaninka. A pena máxima para o crime de denúncia caluniosa é de oito anos.

O caso teve origem em 2014, numa época em que três índios da mesma etnia foram mortos. Em seguida, numa discussão sobre a posse de um lote de reforma agrária do Incra, reflorestado por Benki Piyãko, o líder indígena se sentiu ameaçado e fez um boletim de ocorrência na polícia da cidade de Marechal Thaumaturgo (AC).

Por ser índio, o caso foi investigado pela Polícia Federal, que arquivou a denúncia original, mas considerou que houve falsidade no depoimento de Benki.

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