Campos Machado e sindicatos usam greve para barganhar com governo de SP

Márcio França está reunido com os caminhoneiros autônomos para tentar retomar o abastecimento no estado

Thais Bilenky
São Paulo

O deputado estadual Campos Machado (PTB) apresentou uma pauta de benefícios sindicais ao governador Márcio França (PSB) em meio ao caos instalado pela greve de caminhoneiros.

O deputado estadual Campos Machado (PTB)
O deputado estadual Campos Machado (PTB) - Adriano Vizoni - 27.nov.17/Folhapress

Machado trouxe ao Palácio dos Bandeirantes nesta segunda (28) Norival Silva, presidente do PTB Sindical e da Federação de Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de SP, que não representa os grevistas.

Eles querem aprovar uma série de benefícios como obtenção de crédito de ICMS para os sindicatos na compra de óleo diesel pelos motoristas, entre outros pontos.

França também foi assediado pelo candidato a deputado federal Alexandre Frota, do PSL do presidenciável Jair Bolsonaro.

A barganha irritou auxiliares de França, que não viram representatividade no pleito. Machado e Santos armaram uma entrevista à revelia do governo.

A jornalistas, o deputado estadual criticou grevistas, alguns dos quais acusou de não serem caminhoneiros e usarem do tumulto para outras reivindicações.

“Tem muita gente falando em nome dos caminhoneiros. O meu amigo Marcos Frota [é corrigido], aliás, Alexandre. Como pode? Falta comunicação. Então, os sindicatos vieram aqui para informar as bases”, justificou o deputado estadual.

Os motoristas autônomos que negociam com o governo paulista desde sábado (26) recusam qualquer intermediação de entidade ou sindicato. Dizem que não se sentem representados e se organizam por conta própria.

Segundo França, os caminhoneiros comprovaram sua auto-organização ao desmobilizar quase 90% dos grevistas em poucas horas, sem atuação de sindicatos ou entidades.

O governador está reunido com os caminhoneiros autônomos para tentar retomar o abastecimento no estado.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.