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Cogitado como vice de Ciro, Lacerda diz que PSB não deve se juntar ao PT

Ex-prefeito de BH vê seu partido mais próximo de aliança com o PDT se decisão fosse tomada hoje

Carolina Linhares
Tiradentes (MG)

Pré-candidato ao governo de Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB), afirmou nesta sexta (15) que seu partido não deve compor aliança com o PT no plano nacional se a decisão fosse tomada hoje.

O apoio do PSB, que tem pré-candidatura ao governo em mais de dez estados, é disputado pelo PT e pelo PDT. O nome de Lacerda, inclusive, foi cotado como vice em uma chapa tanto de Ciro Gomes (PDT), de quem é próximo, como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lacerda, no entanto, descarta a segunda possibilidade. Para ele, o PSB atualmente se divide entre duas hipóteses: um apoio ao PDT ou manter-se neutro no apoio à Presidência.

Ciro Gomes falando com Márcio Lacerda
O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) conversa com o pré-candidato ao governo de Minas Márcio Lacerda (PSB) em evento empresarial na cidade de Tiradentes (MG). O apoio do PSB é disputado pelo PDT e Lacerda é cotado como vice de Ciro - Carolina Linhares/Folhapress

“O PSB não deverá se juntar ao PT. Em política nada é tão definitivo, mas se a decisão fosse hoje, o PSB não estaria com PT”, disse.

Em reunião da sua executiva nacional em Belo Horizonte na semana passada, o PT formalizou a prioridade de formar uma aliança nacional com o PSB e o PC do B, mesmo que para isso tenha que sacrificar disputas estaduais.

Lacerda afirmou ainda que o PT terá candidato e que provavelmente o escolhido será o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. “Lula não será candidato, ou seja, não será oficialmente, não poderá disputar do ponto de vista legal a Presidência. Mas o PT vai ter candidato, provavelmente vai ser Fernando Haddad”, disse.

Ao mesmo tempo em que descartou a vice de Lula, Lacerda disse que o posto na chapa de Ciro é uma “hipótese remota e incerta”. O pedetista, por sua vez, afirmou que a definição de seu vice depende da direção do PDT.

Ciro e Lacerda estiveram juntos nesta sexta em um evento de empresários, organizado pelo Lide e pelo Grupo VB de Comunicação, que reuniu diversos pré-candidatos ao Planalto e ao governo de Minas para palestrarem em Tiradentes (MG). 

"Lacerda é um velho e querido amigo, foi um grande prefeito. É de um partido que eu gostaria muito de ter na minha aliança", disse Ciro. Ele acrescentou que seria uma "honra especial" ter um mineiro como vice, mas afirmou que sua coligação partidária está ainda em fase de especulação . 

"A gente idealiza um vice ligado a produção, com habilidade política e trânsito no Sudeste brasileiro, porque isso aperfeiçoa no simbólico o projeto nacional de desenvolvimento que eu quero propor ao Brasil", disse Ciro. 

Segundo Lacerda, caso a possibilidade de ser vice de Ciro se consolide, a decisão será tomada com seus aliados. Na corrida por Minas, Lacerda já recebeu o apoio do PDT e do Pros.

Questionado sobre ser candidato ao governo de Minas ou à vice-Presidência, brincou: “Gostaria de saber, porque neste momento não sei”. Em seguida, porém, afirmou que mantém o foco na corrida estadual, com agendas e viagens nesse sentido.

Em seu discurso a uma plateia de empresários, Lacerda afirmou que Minas Gerais vive um processo de decadência e defendeu a geração de emprego e renda. Ele enfatizou já ter visitado 170 municípios mineiros e conversado com mais de 400 prefeitos.

​Também participaram do evento os pré-candidatos ao Planalto Álvaro Dias (Podemos), Paulo Rabello de Castro (PSC), João Amoêdo (Novo), e os pré-candidatos ao governo de Minas Antonio Anastasia (PSDB), Rodrigo Pacheco (DEM) e Romeu Zema (Novo).

Todos os pré-candidatos ao Planalto e ao governo de Minas foram convidados para palestrar. Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) eram esperados, mas desmarcaram, assim como o governador e candidato à reeleição Fernando Pimentel (PT).

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