PDT e PSB formalizam aliança em torno de Márcio Lacerda para governo de Minas

Lacerda não descarta, porém, vaga a vice de Ciro caso partidos estejam juntos no plano nacional

Carolina Linhares
Belo Horizonte

A aliança entre PSB e PDT avançou nesta terça-feira (5) com a formalização do apoio dos pedetistas de Minas à candidatura de Márcio Lacerda (PSB) ao governo do estado. O ex-prefeito de Belo Horizonte também fechou com o Pros, que terá o deputado federal Jaime Martins (Pros-MG) como parte da chapa majoritária. 

Em nível nacional, PDT e PSB ainda não têm decisão formada sobre eventual coligação, mas, em reunião entre a direção dos dois partidos, o nome de Lacerda foi cogitado para a vaga de vice na chapa presidenciável de Ciro Gomes (PDT) —possibilidade que o mineiro não descarta.

Representantes de partidos numa sala de reunião
Ao centro, o pré-candidato ao governo de Minas Márcio Lacerda (PSB) com deputados e dirigentes do PSB, PDT e Pros - Carolina Linhares/Folhapress

"É algo que não depende de mim, depende da discussão entre os dois partidos e poderá se concretizar ou não", disse. 

Além do PDT, o PSB é disputado por outros partidos, como o PT, e está dividido internamente sobre apoiar ou não algum candidato ao Planalto. A sigla lançará candidato próprio em 11 estados além de Minas. 

"Há uma vontade dos dois partidos [PDT e PSB], mas o PSB precisa ter um entendimento interno também, porque há correntes que defendem que o partido não esteja em nenhuma chapa majoritária para presidente", disse Lacerda. 

O ex-prefeito de BH foi secretário de Ciro no Ministério da Integração Nacional e é próximo do pedetista, com quem diz ter boa relação pessoal, política e de trabalho.

Ele ressaltou ainda que "há muita conversa pela frente" e evitou dizer a qual cargo prefere concorrer. "Estamos aqui iniciando uma aliança pra ganhar eleição para governador. Eu não queria discutir uma hipótese que está ainda como nuvem."

Presidente do PDT em Minas, o deputado estadual Mário Heringer (PDT-MG), também ressaltou a aproximação entre as duas siglas no plano federal e afirmou que a executiva nacional do seu partido é a favor da aliança com Lacerda. 

Além de Minas, a aliança entre PSB e PDT, seja em palanques próprios ou de outros partidos, está consolidada em ao menos dez estados, segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi. 

Há conversas avançadas em diversos outros estados, o que pode pavimentar a aliança nacional em torno de Ciro. Os partidos serão adversários, porém, ao menos no Rio Grande do Sul, Amazonas, Amapá e Distrito Federal. 

Lacerda classificou como boato a possibilidade de que PSB e PT formassem alianças conjuntas em Minas e Pernambuco, sacrificando sua candidatura para apoiar o governador Fernando Pimentel (PT) e a candidatura de Marília Arraes (PT) para apoiar o governador Paulo Câmara (PSB). Na avaliação dos pessebistas, o apoio petista em Pernambuco pode ocorrer sem envolver outras alianças estaduais ou mesmo nacional. 

ALIANÇA

Heringer, do PDT, afirmou que o apoio a Lacerda pretende evitar a polarização entre PT e PSDB. Em Minas, Pimentel concorre à reeleição pelos petistas e o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) pelos tucanos. 

O deputado federal Eros Biondini, presidente estadual do Pros, elencou as propostas que unem as siglas. "Identificamos pautas comuns, como a redução de impostos, gestão eficaz e eficiente e uma máquina mais enxuta."

O deputado federal Jaime Martins (Pros-MG) afirmou que Lacerda é um "homem testado". "Encontramos nele uma pessoa com capacidade de gestão comprovada", disse. 

Martins ressaltou o combate à corrupção e ao aparelhamento do estado, afirmando ser preciso romper com o passado e com a política de conchavos. 

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