Tenho até apreço pessoal pela Marina, gosto do seu estilo, diz Alckmin

Site diz que FHC defendeu aliança de PSDB e Rede, mas ex-senadora rejeita possibilidade

Thais Bilenky Joelmir Tavares
São Paulo

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) elogiou longamente nesta terça-feira (5) em São Paulo a potencial adversária na disputa Marina Silva (Rede), agora cotada para formar chapa com o tucano, embora ela negue a possibilidade.

“Tenho grande respeito desde a época em que ela foi ministra [do Meio Ambiente] do governo federal [de Lula]. Uma pessoa idealista, correta, tem espírito público, eu admiro”, disse após palestra na Abdib, associação da infraestrutura e indústrias de base.

Questionado sobre eventual aliança com a pré-candidata, Alckmin foi cauteloso, mas insistiu em seu aceno.

“Não posso cometer uma indelicadeza dessa com alguém que é pré-candidata, mas, independentemente de disputar ou não, é uma pessoa pela qual tenho até apreço pessoal. Gosto do estilo da Marina”, afirmou.

Nesta segunda (4), a presidenciável da Rede disse em nota que não foi chamada para discutir uma aliança de centro e mantém a independência de sua candidatura.

"Desde 2010 que, em consonância com o desejo de mudança que perpassa diversos setores da sociedade brasileira, venho fazendo o esforço de quebrar a polarização que levou o país a essa grave crise. Nossa pré-candidatura em 2018 continua na mesma direção: de independência à polarização e a favor do Brasil", afirmou.

O site Poder360 publicou reportagem em que afirma que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) propôs nos bastidores a aliança entre Rede e PSDB.

Marina tem sinalizado que só aceitará conversar sobre alianças no segundo turno. Ela diz que respeita outras candidaturas, mas não abre mão de ser cabeça de chapa. Sua prioridade, afirma, será fazer composições programáticas, e não puramente partidárias.

A ex-ministra é uma das principais beneficiárias de eventual exclusão de Lula das pesquisas de intenção de voto. Alckmin, por sua vez, permanece patinando no segundo pelotão de nomes testados.

Há alguns dias, o paulista brincou que buscava uma vice mulher em evento com a presença da empresária Luiza Trajano. Desta vez, porém, não quis comentar o perfil ideal de seu ou sua colega de chapa.

O tucano disse considerar que Marina está mais disposta ao diálogo do que em 2014, quando assumiu a candidatura presidencial depois da morte de Eduardo Campos (PSB). “Lúcida, amadurecida, tem convicções, mas não tem radicalismo.”

O movimento ocorre às vésperas do lançamento, nesta terça, em Brasília, do manifesto pela união do chamado centro democrático e reformista, do qual FHC é um dos signatários.

O presidenciável tucano disse que a aliança entre candidaturas do mesmo campo político-ideológico é “extremamente importante na busca pela convergência, para a gente evitar uma fragmentação muito grande”.

Indagado sobre a avaliação de que o deputado federal Jair Bolsonaro é derrotável no segundo turno pela união dos demais candidatos, o tucano disse que o presidenciável do PSL não chega ao segundo turno.

“Vocês se impressionam com pesquisa antes da hora”, reagiu.

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