Crivella vira réu em ação de improbidade por ter se reunido com pastores em palácio

Ministério Público acusa o prefeito de ferir a laicidade do Estado na sua administração

Rio de Janeiro

O juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio, Eduardo Klausner, aceitou a denúncia contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, em ação de improbidade administrativa.

O pedido foi feito pelo Ministério Público após o prefeito participar de uma reunião com pastores evangélicos no Palácio da Cidade, em julho.

Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, é acusado de oferecer ajuda para encaminhar fiéis a cirurgias e para agilizar processos de isenção da cobrança de IPTU das igrejas no encontro.

Na época, o prefeito negou favorecimento e disse que teve apenas o objetivo de prestar contas de sua gestão e apresentar aos participantes os programas sociais da prefeitura.

O Ministério Público acusa o prefeito de ferir a laicidade do Estado na sua administração.

A decisão do juiz foi assinada na quarta (12). Réu, Crivella pode até perder os direitos políticos, caso seja condenado.

O magistrando determinou “a citação do réu para apresentar contestação” e intimou “também o município".

OUTRO LADO

A prefeitura do Rio informou que a decisão configura um rito processual comum, que será respondido no prazo legal.

"Crivella recebeu com tranquilidade a notícia. E tem a convicção de que a Justiça só vai comprovar mais um equívoco jornalístico. Aliás, erro grave, que manipulou a opinião pública e atentou contra a democracia." 

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do PRB
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do PRB - Adriano Machado - 21.fev.18/Reuters
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