Descrição de chapéu Eleições 2018

Justiça Eleitoral solicita que Maroni retire do ar propaganda que ofende mulher

'Respeito a mulher', diz dono do Bahamas Club sobre representação do Ministério Público Eleitoral

Patrícia Pasquini
São Paulo

O MPE-SP (Ministério Público Eleitoral de São Paulo) ingressou com uma representação contra o empresário e candidato a deputado federal Oscar Maroni (Pros), proprietário do Bahamas Club.

O órgão entendeu que os vídeos de sua propaganda eleitoral veiculados em redes sociais fazem apologia à prostituição e expõe as mulheres como mercadorias e em situação degradante, além de mencionarem estabelecimentos de Maroni.

O MPE solicita a retirada imediata dos vídeos do ar e que o candidato seja proibido de divulgar e publicar esses materiais.

Empresário e candidato a deputado federal pelo Pros, Oscar Maroni Filho
Empresário e candidato a deputado federal pelo Pros, Oscar Maroni Filho - Eduardo Knapp - 25.mai.2017/Folhapress

À Folha Oscar Maroni disse que ainda não vai retirar os vídeos do ar. “Por enquanto, é uma representação. Você sabe o que é uma representação? Este tipo de campanha é o meu perfil, a forma usada para conquistar os votos do meu público."  

A defesa de Maroni recorreu para manter os vídeos no ar. Questionado, ele afirmou que as mulheres que aparecem na peça publicitária não receberam cachê para tal. “Foi feito o convite e elas aceitaram. É liberdade de expressão. Eu defendo o livre arbítrio da mulher expor o corpo como ela quiser”, diz Maroni. 

O candidato, que afirmou várias vezes respeitar as mulheres, tem entre as propostas do plano de governo a liberdade de expressão, direitos iguais para homens e mulheres e transformar a corrupção em crime hediondo. 

Em 2008, o empresário, conhecido como 'Magnata do Sexo', concorreu às eleições para vereador pelo PTdoB, mas não foi eleito. 

Polêmico também quando o assunto é política, em abril deste ano, Oscar Maroni, 67, formado em psicologia e proprietário do Bahamas Club, cumpriu a promessa de distribuir cerveja grátis caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse preso. Ele gastou R$ 3.200,00 na compra da cerveja e informou que recebeu como doação da cervejaria mais R$ 3.000,00 em bebida.

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