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Marina usa debate para rivalizar com Haddad

A presidenciável perdeu metade das intenções de voto após a oficialização de Haddad como candidato

Joelmir Tavares
São Paulo

O confronto mais direto de Marina Silva (Rede) com Fernando Haddad (PT) foi comemorado por assessores da ex-senadora no estúdio do debate.

Os dois candidatos discutiram sobre a “paternidade” do governo Michel Temer (MDB): Marina disse que a responsabilidade é do PT, que o colocou como vice, e Haddad falou que ela teve parcela de culpa porque apoiou o impeachment.

“Estou defendendo as minhas propostas e, como fui perguntada, dei a resposta à altura da pergunta que foi feita”, afirmou Marina na saída do debate, desconversando se o ataque faz parte de uma estratégia para combater o petista.

Marina Silva (REDE), durante debate dos candidatos à Presidência da República, com mediação do jornalista Carlos Nascimento, no estúdio do SBT, em São Paulo
Marina Silva (REDE), durante debate dos candidatos à Presidência da República, com mediação do jornalista Carlos Nascimento, no estúdio do SBT, em São Paulo - Eduardo Anizelli - 26/set.2018/Folhapress

Ela voltou a criticar Haddad por “curvar a coluna” ao senador Renan Calheiros (MDB), que hoje é aliado do petista.

“Ele [Haddad] o chamou de grande democrata, e não de golpista. Quando está do lado dele, mesmo se for um daqueles que votaram contra a Dilma, ele diz que é um grande democrata”, continuou, criticando a prática de “dois pesos e duas medidas” do rival, que a acusou de ter se juntado “aos golpistas”.

A presidenciável da Rede perdeu metade das intenções de voto após a oficialização de Haddad como o candidato do PT.

Em declínio acentuado nas últimas semanas, Marina hoje tem 7% no Datafolha, metade das intenções de voto que possuía quando sua candidatura foi registrada, em agosto. 

A equipe da presidenciável elogiou o desempenho dela no confronto com o petista, mas lamentou que, pelo grande número de candidatos participantes (oito), ela não tenha tido a chance de mirar o petista novamente.

“Ela soube aproveitar bem as oportunidades que teve”, disse Andrea Gouvêa Vieira, uma das coordenadoras da campanha.

Marina foi acompanhada por Toinho Alves, um conselheiro muito próximo dela, que a acompanha desde o início da trajetória política dela, no Acre. Ele, considerado um guru da ex-senadora, é consultado por ela em situações delicadas.

O empresário Lourenço Bustani, um dos coordenadores voluntários da campanha, também conversava com Marina nos intervalos para passar orientações. 

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