Não é verdade que Forças Armadas solicitaram ao TSE perícia nas urnas eletrônicas

Notícia falsa circula em correntes de redes sociais

Sarah Mota Resende
São Paulo

Não é verdade que as Forças Armadas exigiram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma perícia nas urnas eletrônicas, como afirma notícia falsa divulgada em redes sociais.

Em texto apócrifo que circula no WhatsApp, no Facebook e no Twitter, há o rumor que oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica enviaram um comunicado oficial à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, por receio de fraude nas votações.

O projeto Comprova entrou em contato com as assessorias do TSE e das Forças Armadas —ambas as instituições negaram o boato. 

Urna eletrônica em processo de lacração antes de ser enviada para votação no exterior - Pedro Ladeira/Folhapress

“O Exército não solicitou ao TSE nem recebeu qualquer determinação para participar de perícia, avaliação ou auditoria técnica do funcionamento e segurança dos equipamentos eletrônicos de apuração”, diz nota enviada pelo Exército ao Comprova. 

O Comprova também buscou nos comunicados oficiais e no site do Exército referências a urnas eletrônicas, sem resultados.

A equipe de verificação do boato ainda buscou localizar a foto original utilizada em uma publicação no Facebook com o texto falso. Ela foi feita no Quartel-General do Exército, em Brasília (DF), em setembro de 2017, e divulgada no site do Exército. 

Na ocasião, estava sendo realizada a “301ª Reunião do Alto-Comando do Exército” (RACE), em Brasília. Segundo o site do Exército, durante o encontro, os presentes discutiram assuntos na esfera do planejamento estratégico da instituição, “com decisões relacionadas à carreira, à profissão militar e aos meios disponíveis atualmente para o cumprimento das missões constitucionais”.

Já a foto que acompanha o mesmo texto enganoso em uma publicação no Twitter foi encontrada pelo Comprova na mesma rede social, mas em um tuíte do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro. A publicação também é de setembro de 2017. 

Rumores sobre fraudes no sistema de votação têm sido frequentes durante a campanha. Segundo o TSE, o voto eletrônico emprega segurança em camadas. Isso quer dizer que qualquer ataque ao sistema causa um efeito dominó, que impossibilita que uma urna comprometida gere resultados válidos.

O TSE encomenda auditorias e perícias de instituições independentes. Da mesma forma, antes de cada eleição é realizado um Teste Público de Segurança do sistema eletrônico de votação, de acordo com a Resolução-TSE 23.444/2015.

No dia da eleição, ocorre mais uma verificação: fiscais de partidos políticos e coligações, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de entidades representativas da sociedade fazem uma "votação paralela". O objetivo é atestar os dispositivos de segurança e a veracidade dos resultados de urnas sorteadas.

Além do WhatsApp, o boato também foi compartilhado no grupo do Facebook “Apoio ao dr Sérgio Moro e Lava Jato e a FFAA”, com mais de 9,5 mil compartilhamentos. No Twitter, a publicação com o boato encontrada pelo Comprova teve com 951 retuítes.

Texto falso que circula em redes sociais:

BOMBA
Exclusivo: Alto Comando do Exército Brasileiro encurrala TSE e exige perícia nas urnas antes e depois das eleições!
O atentado político contra a vida do candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), intrigou o alto comando do Exército Brasileiro, que acompanha com redobrada atenção as investigações a cargo da Polícia Federal.

Outro fato que inquieta a caserna diz respeito a suposta vulnerabilidade das urnas eletrônicas.

A possibilidade de fraude nas eleições presidenciais fez com que o alto comando das Forças Armadas (FA) enviasse um comunicado oficial ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, que também é membro do STF.

No documento, assinado por graduados de ultima patente das três armas – Exército, Marinha e Aeronáutica – os militares exigem que as urnas eletrônicas sejam submetidas a perícia por especialistas das Forças Armadas, antes e depois do pleito. Weber teria engolido a seco a exigência, por ela considerada intromissão indevida no judiciário.

A inteligência das Forças Armadas, em especial do Exército Brasileiro, desconfia que o crescimento repentino e inexplicável de Fernando Haddad (PT), nas pesquisas eleitorais, seja a preparação do terreno para uma mega fraude eleitoral.

O golpe a lisura do pleito e a democracia estariam sendo articulados pelo sistema financeiro, grandes construtoras e poderosos investidores, que lucram bilhões com a manipulação do mercado financeiro.

A fonte  garante que a grande imprensa e os institutos de pesquisa foram cooptadas para difundir a falsa imagem de que o crescimento de Haddad, preposto de Lula, na corrida presidencial, teria ocorrido de forma natural e espontânea.

Já que a facada desferida pelo esquerdista Adélio não deu cabo a vida de Bolsonaro, o establishment recorre a estratégia mais sórdida: manipular a opinião pública e fraudar o pleito eleitoral.

O Exército Brasileiro deve impedir mais essa facada, não apenas contra o candidato Bolsonaro, mas contra a democracia, há sonhos e  esperanças de uma Pátria livre das ameaças do comunismo.
REPASSANDO

 

Participou também da apuração deste texto o veículo O Estado de S. Paulo, que integra o Comprova, projeto que visa identificar, checar e combater rumores, manipulações e notícias falsas sobre as eleições de 2018. É possível sugerir checagens pelo WhatsApp da iniciativa, no número (11) 97795-0022.    

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