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Atrás nas pesquisas, Paes amplia ataques a propostas de Witzel em último debate

Diferentemente do último encontro, promovido pela Folha, os candidatos se cumprimentaram

Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC) se cumprimentam antes de debate na TV Globo entre candidatos ao Governo do Rio de Janeiro
Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC) se cumprimentam antes de debate na TV Globo entre candidatos ao Governo do Rio de Janeiro - Reprodução/TV Globo
Ana Luiza Albuquerque Italo Nogueira
Rio de Janeiro

Após um segundo turno repleto de acusações pessoais, o candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) aproveitou o debate da TV Globo, o último antes das eleições, para atacar propostas de seu adversário, Wilson Witzel (PSC).

Na noite desta quinta-feira (26), o ex-prefeito criticou a omissão no programa de governo de Witzel de projetos para creches, criticou as propostas do ex-juiz para a habitação, e afirmou que o rival não conhece os hospitais estaduais.

Witzel defendeu que a responsabilidade pela educação infantil é dos municípios. "Nós podemos ajudar, mas a responsabilidade do estado é com o Ensino Médio", afirmou.

Paes rebateu dizendo que não irá transferir responsabilidades e que firmará acordo de resultados com os municípios, implantando modelo parecido com o do Ceará.

Entre as propostas de Witzel para a habitação, está a ocupação do Arco Metropolitano, rodovia que liga cidades da Baixada Fluminense. Paes reagiu afirmando que não é possível ampliar novas frentes urbanas sem infraestrutura.

Sobre hospitais, o ex-juiz defendeu o firmamento de parcerias com casas de saúde para abrir novos leitos. O ex-prefeito disse que há leitos desativados em hospitais públicos e que é errado fazer "parcerias esquisitas" com casas de saúde.

Enquanto Paes atacava suas propostas, Witzel tentou associar a imagem do ex-prefeito à corrupção, com o objetivo de colocar em dúvida a imagem de gestor que Paes quis transparecer.

Quando o ex-prefeito disse que iria "olhar com lupa" o orçamento do estado, o ex-juiz respondeu que faltou a lupa para analisar a atuação de Alexandre Pinto, em referência ao ex-secretário que confessou ter recebido propina na gestão Paes.

Diferentemente do último debate, promovido pela Folha, os candidatos se cumprimentaram antes do encontro. Apesar do clima tenso, aliados de ambos confraternizaram amigavelmente.

O deputado Rodrigo Amorim (PSL), conhecido por ter quebrado a placa em homenagem a vereadora Marielle Franco (PSOL), conversou animadamente com o deputado Pedro Paulo (DEM) e outros aliados de Paes.

Durante o debate, ambos os candidatos acenaram diversas vezes à Baixada Fluminense. Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, Paes ultrapassou Witzel e tomou a dianteira na capital, mas ainda perde nos demais municípios.

O ex-prefeito e o ex-juiz voltaram a citar outros políticos para atacar a imagem do adversário. Paes se referiu a Witzel como o candidato do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e do pastor Everaldo (PSC). O ex-prefeito, por sua vez, foi tratado pelo rival como o candidato do ex-governador Sergio Cabral (MDB) e de Luiz Fernando Pezão (MDB).

Ambos negaram as alianças. Paes rebateu dizendo que o vice de Witzel, o vereador Claudio Castro (PSC), emprega um primo de Cabral em seu gabinete e que o ex-juiz anda com seguranças de Pezão. 

O nome de Flávio Bolsonaro (PSL), senador eleito no Rio, também foi alvo de disputa. Paes acusou Witzel de utilizar o debate nacional para alavancar a própria candidatura. O ex-juiz comemorou a autorização do filho de Bolsonaro, que permitiu que sua imagem fosse utilizada na propaganda de Witzel. 

"Meu deus do céu, parece uma criança", disse o ex-prefeito. Paes parabenizou Flávio pela vitória e disse que o filho de Bolsonaro também gravou vídeo o elogiando, mas que não faz uso político do apoio. Ele afirmou que o senador não estará no Palácio Guanabara para tomar decisões e que o Rio precisa de um governador com experiência. "Não é o apoio do Flávio Bolsonaro na eleição que vai resolver."

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