Descrição de chapéu Eleições 2018

Bolsonaro deve ficar fora de debates até dia 18

Candidato passará por nova avaliação médica na quinta-feira da próxima semana

Talita Fernandes
Rio de Janeiro

Passados mais de 30 dias após ter sido esfaqueado, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda precisa de mais de uma semana de repouso, segundo seus médicos.

O capitão reformado recebeu na manhã desta quarta-feira (10) a visita do cirurgião Antônio Luiz Macedo e do cardiologista Leandro Echenique, médicos do hospital Albert Einstein, onde ele ficou internado para se recuperar do atentado.

Candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro
Candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro - Ricardo Borges - 09.out.2018/Folhapress

De acordo com as informações da equipe médica, tudo indica que Bolsonaro não comparecerá a debates entre presidenciáveis antes da próxima quinta-feira (18), quando ele será submetido a nova avaliação, em São Paulo.

 

"Na quinta que vem ele vai nos procurar para uma avaliação no Einstein e, com certeza, vamos liberá-lo para tudo que for necessário", afirmou Macedo. 

Os médicos afirmam que o presidenciável ainda não está autorizado a viajar e recomendam repouso, evitando serem taxativos sobre a participação em debates.

"Ele tem desejo de participar [dos debates]  realmente, mas no momento, perante essa avaliação que fizemos aqui, consideramos que não é momento ideal para ele voltar às atividades", explicou Echenique.

A situação clínica do candidato foi descrita como estável e fora de perigo. Contudo, a equipe médica diz que o repouso de mais uma semana é necessário para recuperação de peso.

"Não corre mais risco de nada, desde que não faça nenhuma insensatez", diz Macedo.

Bolsonaro perdeu 15 quilos desde a facada e, por isso, precisará aumentar a ingestão de proteína e continuar fazendo fisioterapia para o aumento de massa magra.

Segundo eles, o candidato não teve mais infecção e foi dispensado do acompanhamento médico em casa, como vinha sendo feito desde que ele deixou o hospital, no último dia 29.

"Ele está tendo uma recuperação muito boa, porém ainda recomendamos repouso relativo a ele para término nessa recuperação", afirmou Echenique.

Macedo negou que a avaliação médica tenha como base intenções políticas.

"O pessoal chegou até conjecturar que eu estava dando laudos falsos dizendo que estava muito doente e não estava, sempre dei laudo absolutamente verdadeiro. Tomamos cuidado com o cliente. Não temos nada a ver com o aspecto político, temos a ver com o aspecto clínico."

A saúde de Bolsonaro, a quem os médicos se referiram como "capitão", foi bastante elogiada. "Saúde dele é privilegiada, com tudo que ele aguentou com um atentado terrível ele vai estar liberado semana que vem para todas atividades", afirmou o cirurgião.

Bolsonaro ainda terá de passar por uma nova cirurgia, na qual será retirada a bolsa de colostomia. De acordo com a equipe médica, isso poderá ser feito a partir de 12 de dezembro, mas a data será escolhida pelo próprio candidato.

"Ele que vai decidir se vai fazer em dezembro, se vai fazer em janeiro. Ele estará muito bem, ele decide. É uma cirurgia muito mais simples do que aquele fez.", afirmou Macedo, acrescentando que serão necessárias duas semanas de recuperação após a cirurgia para realização de atividades como posse, caso o candidato do PSL seja eleito.

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