Com viúva de ex-governador como vice, Belivaldo Chagas é reeleito em Sergipe

Atual governador do estado derrota deputado Valadares Filhos (PSB)

O candidato ao governo do Sergipe Belivaldo Chagas (PSD)
O candidato ao governo do Sergipe Belivaldo Chagas (PSD) - Divulgação/Facebook
João Valadares
Recife

O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), foi reeleito neste domingo com 64,72% dos votos válidos, ante 35,28% do deputado Valadares Filhos (PSB).

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​Belivaldo, que já foi deputado estadual quatro vezes, era vice-governador até abril deste ano. Assumiu o estado em substituição a Jackson Barreto (MDB), que deixou o cargo para disputar uma vaga ao Senado e foi derrotado nas urnas.

O governador contou com o apoio do PT —o partido indicou Eliane Aquino, viúva do ex-governador Marcelo Déda (1960-2013), como candidata a vice.

Durante a campanha no segundo turno, o governador conseguiu atrair para o palanque o candidato derrotado na disputa pelo governo Eduardo Cassini, que pertence ao PSL, partido de Jair Bolsonaro, mas que apoiou Fernando Haddad (PT). Valadares Filho ficou neutro em relação à disputa nacional.

Belivaldo Chagas tem 58 anos e é advogado. Atuou como defensor público e, em 2006, virou vice-governador após vitória do ex-governador Marcelo Déda, morto em 2013. Após cumprir o mandato, Chagas foi secretário-chefe da Casa Civil e voltou a ser vice-governador em 2015.

Os principais desafios de Belivaldo são segurança, saúde e contas públicas.

Servidores do Sergipe chegaram a ficar com salários atrasados em 2018, e o fundo de previdência estadual vive o colapso fiscal.

Durante a campanha, o governador prometeu criar um comitê para tentar sanear as finanças do estado, empreender uma reforma tributária com redução da carga que incide sobre o consumo, a reestruturação das carreiras do funcionalismo e a criação de um calendário de pagamentos de servidores, fornecedores e prestadores de serviço.

Também assegurou que vai construir um hospital do câncer no estado. Belivaldo disputou a eleição numa coligação formada pelos partidos PP, MDB, DC, PCdoB, PSD, PT e PHS.

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