Doria e França estão tecnicamente empatados no 2º turno em SP, diz Ibope

Rejeição do ex-prefeito é maior e chega a 32%, ao passo que a de França está em 20%

Doria e França em debate na Globo
Doria e França em debate na Globo - Adriano Vizoni/Folhapres
Guilherme Seto
São Paulo

No primeiro levantamento do Ibope sobre o segundo turno das eleições pelo governo de São Paulo, João Doria (PSDB) aparece tecnicamente empatado com governador Márcio França (PSB). O ex-prefeito conta com 52% dos votos válidos, enquanto o pessebista tem o apoio de 48% dos entrevistados para a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (17). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, confirma o acirramento da disputa entre Doria e França. No primeiro turno, Doria teve 31,77% dos votos e França, 21,53%.

Doria tem 46% dos votos totais e França, 42%. Eleitores que declararam a intenção de votar em branco ou nulo são 10%, enquanto 2% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro.

A rejeição do ex-prefeito chegou a 32% de eleitores, que disseram que não votariam nele de jeito algum. No caso de França, 20% afirmaram que não o escolheriam.

Doria tem apostado na construção do voto Bolsodoria e tem acenado continuamente para o eleitorado de Jair Bolsonaro (PSL). Ele tenta tirar proveito da onda conservadora que turbinou as votações de candidatos como Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, e Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro. Eles subiram expressivamente na reta final do primeiro turno após declararem apoio ao capitão reformado do Exército.

No entanto, Doria não tem recebido contrapartida enfática de Bolsonaro. O tucano viajou ao Rio de Janeiro para se encontrar com o presidenciável e gravar vídeos, mas não foi recebido por ele. Um dos mais conhecidos membros da cúpula de Bolsonaro, Major Olímpio (PSL) declarou voto em França.

Doria, desde antes do início oficial da campanha, tenta colar em França o rótulo de esquerdista e exibiu comerciais na TV em que o pessebista, um dos fiadores das alianças que garantiram a eleição do tucano à Prefeitura, aparece ao lado de Lula.

Já França tem feito referências contínuas ao fato de Doria ter deixado a Prefeitura de São Paulo antes do fim do mandato para concorrer às eleições. O atual governador tem também destacado que Doria não foi leal a Geraldo Alckmin (PSDB) ao se aproximar de Bolsonaro ainda no primeiro turno, quando o presidenciável tucano ainda tentava encorpar a candidatura para chegar ao segundo turno.

No segundo turno, França conseguiu o apoio de Paulo Skaf (MDB) e do Major Costa e Silva (DC), ambos concorrentes ao governo do estado no primeiro turno. Doria tem o apoio de Rodrigo Tavares (PRTB).

A pesquisa ouviu 1.512 votantes e o nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

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