Descrição de chapéu Eleições 2018

Em decisão liminar, TSE valida votos de João Capiberibe no Amapá

Caso deve ir a plenário, mas sem data marcada; candidato está livre para fazer campanha

O candidato do PSB ao governo do Amapá, João Capiberibe, vota em 7 de outubro
O candidato do PSB ao governo do Amapá, João Capiberibe - Divulgação
João Pedro Pitombo
Salvador

Em decisão liminar, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou no domingo (7) a inclusão dos votos do senador João Capiberibe (PSB), candidato ao governo do Amapá, no rol dos votos válidos.

Capiberibe teve 30,10% dos votos na disputa pelo governo, ficou em segundo lugar e vai disputar o segundo turno contra o governador Waldez Goes (PDT), que teve 33,55%.

O senador Davi Alcolumbre (DEM) havia ficado em terceiro lugar com 23,75% dos votos e herdaria da vaga no segundo turno caso a invalidação dos votos do candidato do PSB fosse mantida.

Os votos de Capiberibe haviam sido invalidados após o TSE manter uma decisão de anular todos os votos dados a candidatos do PT no Amapá por problemas na prestação de contas do partido.

O PT faz parte da aliança que sustenta a candidatura de Capiberibe e indicou o professor Marcos Roberto como vice na chapa.

A decisão também atingiria os votos da candidata ao Senado Janete Capiberibe (PSB), cujos dois suplentes são filiados ao PT. Ela ficou em terceiro lugar na disputa pelo Senado.

A decisão de conceder a liminar para validar os votos foi tomada pelo ministro do TSE Og Ferandes. Ele alegou que, neste caso, que há precedentes de divisão da chapa em casos em que o motivo do indeferimento está relacionado à figura do vice.

Caberá ao plenário do TSE, nos próximos dias, julgar o mérito do caso e tomar uma decisão final – o julgamento ainda não foi marcado. Enquanto isso, João Capiberibe poderá fazer campanha normalmente.

Em uma rede social, Capiberibe criticou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá por informar que seus votos não seriam validados na véspera da eleição.

“Quando a injustiça é promovida por uma instância do Judiciário, fere de morte a democracia, torna o direito letra morta, e nós reduz a impotência. O episódio [...] estilhaçou nossas almas”, afirmou.
 

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