Descrição de chapéu Eleições 2018

General diz que tem escutas com ameaça a Bolsonaro, mas não revela origem

Interceptações só podem ser feitas com autorização judicial e pelas polícias Civil e Federal

O general da reserva Augusto Heleno, anunciado como ministro de um eventual governo de Jair Bolsonaro
O general da reserva Augusto Heleno, anunciado como ministro de um eventual governo de Jair Bolsonaro - Adriano Machado - 17.out.2018/Reuters
Gustavo Uribe Camila Mattoso
Brasília

O general da reserva Augusto Heleno, anunciado como ministro de um eventual governo de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (25) que teve acesso ao conteúdo de escutas telefônicas que comprovam a existência de uma ameaça terrorista contra o capitão reformado.

Em vídeo, que foi divulgado nas redes sociais, ele disse que há também mensagens que corroboraram o plano e que “isso é absolutamente verídico”. Heleno, porém, se recusa a revelar a origem da documentação, com o argumento de que são informações sigilosas.

"Ele está realmente ameaçado. É um atentado terrorista que tem uma organização criminosa, que não vou citar o nome por motivos óbvios, envolvida, comprovada por mensagens, por escutas telefônicas. Isso é absolutamente verídico”, afirmou.

Segundo a Constituição Federal, apenas um juiz tem competência para autorizar interceptação telefônica. Ela só pode ser feita legalmente pelas polícias Civil e Federal, com o conhecimento e acompanhamento do Ministério Público.

O general da reserva disse à reportagem apenas que os detalhes da suposta ameaça chegaram à sua mesa. Ele disse que não tem obrigação de revelar a origem das escutas e ressaltou que “todo país do mundo faz isso”. 

Procurado pela Folha, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que tomou conhecimento dos fatos pelas redes sociais e que analisará o caso e dará uma resposta caso seja acionado pela campanha ou pelo partido do capitão reformado. "Não me cabe comentar isso", disse.

O Palácio do Planalto e a Polícia Federal não quiseram comentar.

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