Governador Waldez Góes é reeleito no Amapá

Político derrota senador João Capiberibe, do PSB

O governador do Amapá Waldez Góes (PDT-AP) durante agenda de campanha
O governador do Amapá Waldez Góes (PDT-AP) durante agenda de campanha - Divulgação/Facebook
Ana Luiza Albuquerque
Rio de Janeiro

O atual governador do Amapá, Waldez Góes (PDT) foi reeleito neste domingo (28), com 52,35% dos votos válidos, derrotando o senador João Capiberibe (PSB), que teve 47,65% dos votos.

A ida de Capiberibe ao segundo turno foi ameaçada em razão de seu antigo candidato a vice, Marcos Roberto (PT). Isso porque o TSE confirmou entendimento do TRE de que o registro do diretório regional do PT no estado deveria ser suspenso em razão da não prestação de contas relativas a 2015.

No dia 7 de outubro, o ministro Geraldo Og Fernandes deferiu liminar para que os votos dados ao senador fossem computados. No dia 17, o plenário da corte confirmou a decisão por 6 votos a 1, entendendo que não houve má-fé de Capiberibe no caso. O vice da chapa foi substituído por Andrea Tolentino (PSB).


Waldez contava com o apoio do PSL de Jair Bolsonaro. Em 2014, o governador derrotou o filho de Capiberibe, Camilo, com cerca de 61% dos votos válidos, iniciando sua terceira gestão no governo do Amapá. Ele já havia comandado o estado de 2003 a 2010.

Aliado do ex-presidente José Sarney (MDB), Waldez chegou a ser preso pela Operação Mãos Limpas, em 2010, acusado de desviar recursos públicos da Educação. No ano passado, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou a última ação penal contra o ex-governador por entender que não havia provas suficientes de envolvimento em atos ilícitos.

Ele reuniu a maior coligação --oito partidos, além do PDT, apoiaram sua candidatura já no primeiro turno. Entre eles, o MDB, o PRB e o PCdoB.

Mais do que apresentar propostas, sua campanha focou nas ações promovidas pelo seu governo. O governador argumentou que regularizou a situação fiscal do estado, cortando gastos com a máquina pública. Ele também prometeu ampliar as escolas de ensino integral e militar implantadas em seu mandato.

João Capiberibe foi governador do estado de 1995 a 2002. Em 2002, foi eleito senador, mas teve o mandato cassado em 2004 pelo TSE. Duas eleitoras alegaram ter recebido R$ 26 para votar em Capiberibe e sua mulher, Janete.

Em 2011, o socialista foi novamente eleito para o Senado. Ele foi um dos senadores que participaram de inspeção na cela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba desde abril. 

Entre suas propostas, estão a construção de um hospital de emergências e a reativação de um projeto chamado "polícia interativa", no qual as forças de seguranças reúnem-se periodicamente com os moradores. Ele também promete investir na industrialização e geração de empregos.

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