Descrição de chapéu Eleições 2018

Márcio França tem campanha mais cara, e João Doria banca R$ 2 milhões

Candidato do PSB tem campanha mais cara para governador no país; tucano aplicou mais recursos próprios no 2º turno

Felipe Bächtold
São Paulo

A eleição estadual de São Paulo tem algumas das cifras mais altas do país e, até o momento, o candidato à reeleição Márcio França (PSB) faz a campanha mais cara para governador.

França declarou até agora receitas de R$ 15,9 milhões, ante R$ 11,4 milhões de seu adversário no segundo turno, João Doria (PSDB). O tucano decidiu ampliar no segundo turno a aplicação de recursos do próprio bolso na candidatura.

Márcio França e João Doria se abraçam após debate na Record, nesta sexta-feira (19) - Avener Prado/Folhapress

Desde a semana retrasada, Doria gastou R$ 1,4 milhão de seu patrimônio na campanha. No primeiro turno, havia colocado bem menos —R$ 600 mil. 

Na eleição dele à Prefeitura de São Paulo, há dois anos, os recursos próprios foram fator importante na vitória. Doria bancou na ocasião R$ 4,4 milhões --o equivalente a 35% dos recursos em sua campanha municipal.

Neste ano, França lidera a arrecadação graças a um repasse de R$ 5 milhões do Partido da República, que tem a vice da chapa.

Nas campanhas dos dois, entre os gastos expressivos estão produção de programas eleitorais e serviços de táxi aéreo. Os principais candidatos a presidente se deslocaram no primeiro turno em voos de carreira pelo país, à exceção de Geraldo Alckmin (PSDB).

Derrotado na primeira votação, Paulo Skaf (MDB) informou receitas até agora de R$ 10,5 milhões.
As prestações de contas são parciais e ainda serão atualizados pelos partidos. As campanhas que foram para o segundo turno tendem a ser mais caras porque se estendem por um período maior.

Fora de São Paulo, um outro candidato que vem arcando com elevados custos de sua campanha é Ibaneis Rocha (MDB), que está no segundo turno no Distrito Federal. Estreante em disputas eleitorais, ele é advogado e aplicou R$ 3,47 milhões do próprio bolso até agora.

O ranking das candidaturas mais caras a governos pelo país também tem como destaque o tucano Antonio Anastasia, em Minas, com R$ 12,5 milhões arrecadados, e o já eleito Ratinho Júnior (PSD), no Paraná, com R$ 8,6 milhões. Favorito antes da campanha, Anastasia amarga larga desvantagem nas pesquisas na disputa com o novato Romeu Zema (Novo), que obteve R$ 1,8 milhão até agora.

O estreante ampliou a arrecadação após ser o mais votado no primeiro turno, mas ainda está longe, por exemplo, da arrecadação obtida pelo governador petista Fernando Pimentel, já derrotado.

No alto do ranking de candidaturas mais caras também estão outros derrotados que eram grandes apostas dos partidos. A maranhense Roseana Sarney recebeu um dos mais altos pagamentos do MDB nacional, R$ 8 milhões --favorecimento que gerou reclamações dentro da própria sigla. Ela perdeu a eleição para Flávio Dino (PC do B), que declarou até agora receitas de R$ 6,85 milhões.

Cida Borghetti, que tentava a reeleição no Paraná, obteve R$ 7 milhões da direção do PP.

Entre os candidatos com campanhas mais caras, partidos aliados, como os que indicaram os vices nas chapas, também ajudaram a custear a campanha. No Amazonas, por exemplo, a candidatura do pedetista Amazonino Mendes, que está no segundo turno, é financiada mais pelo PHS do que pelo próprio partido que lidera a coligação. Mendes já arrecadou R$ 5 milhões.

A exemplo das campanhas para presidente e para o Legislativo, na eleição para governos os recursos dos partidos, com origem em um fundo público, formam a maior parte das receitas. Vaquinhas tiveram importância lateral.

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