Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Para Ciro, Moro é 'politiqueiro' e é melhor que fique na Justiça do que no STF

Em entrevista à Folha, pedetista disse que juiz federal deveria 'assumir logo a política', porque 'com a toga vira uma aberração'

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que disputou a Presidência pelo PDT, durante entrevista à Folha em Fortaleza
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que disputou a Presidência pelo PDT, durante entrevista à Folha em Fortaleza - Jarbas Oliveira - 30.out.2018/Folhapress
Gustavo Uribe
Fortaleza

Crítico de Sergio Moro, o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) afirmou que o juiz federal é "politiqueiro" e que, portanto, deveria aceitar o convite para o comando do Ministério da Justiça para "assumir logo a política".

Em entrevista à Folha, a primeira concedida por ele desde a vitória de Jair Bolsonaro, o terceiro colocado na disputa presidencial considerou na terça-feira (30) que o cargo ministerial é mais adequado ao magistrado do que uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

"Acho Moro um juiz político, politiqueiro. Então, é muito melhor que ele fique no Ministério do que no Supremo. Ele deveria assumir logo a política. A aptidão dele para a política é completa. Só que com a toga vira uma aberração", criticou.

O presidente eleito se reunirá nesta quinta-feira (1) com Moro para convidá-lo oficialmente para o cargo de ministro. O juiz já disse estar honrado com um eventual convite de Bolsonaro para integrar a sua administração.

A ideia do presidente eleito é oferecer uma superpasta a Moro. Ela vai somar as estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), este último hoje ligado ao ministério da Fazenda.

Ao remodelar o ministério, Bolsonaro pretende reforçar suas duas principais vitrines eleitorais: o reforço de políticas de segurança pública e um combate mais efetivo à corrupção.

Moro é visto como juiz linha-dura por sua atuação na Operação Lava Jato. Partiram dele decisões que levaram à cadeia figuras importantes da política e do meio empresarial, como Marcelo Odebrecht, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

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