Descrição de chapéu Eleições 2018

Presidente do STF diz que momento é de ouvir Bolsonaro

Toffoli contou que viajou com presidente eleito em 2001 para conhecer projeto da Defesa

Reynaldo Turollo Jr.
Brasília

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, disse a jornalistas nesta segunda-feira (29) que, passada a eleição, “o momento é de ouvir” as propostas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL)

Toffoli e a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, telefonaram na noite de domingo (28) para Bolsonaro para parabenizá-lo pela vitória. O ministro contou que o presidente eleito disse: “Toffoli, vou aí te dar um abraço na terça”. Bolsonaro, no entanto, só deve viajar do Rio para Brasília na semana que vem.

 

Toffoli contou que conhece Bolsonaro desde o início dos anos 2000, quando trabalhou na Câmara como assessor parlamentar. Em 2001, os dois viajaram juntos para conhecer o projeto Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), da Defesa, período em que tiveram uma maior convivência.

Segundo o ministro, a viagem durou seis dias, acordando cedo —“em sistema militar”—, tomando café da manhã e jantando juntos. O presidente do Supremo disse que se lembra de Bolsonaro como uma pessoa alegre e bem-humorada.

Interlocutores de Toffoli no STF dizem que o ministro acredita que, como presidente, Bolsonaro vá dialogar, porque tem longa experiência na vida pública, de quase 30 anos na Câmara dos Deputados, e sabe que ninguém governa sozinho.

A cúpula do Judiciário tem afirmado que não vê riscos de haver uma ruptura institucional com o novo governo, e que acredita que Bolsonaro respeitará as decisões do Supremo que eventualmente contrariem interesses e medidas do Planalto.

No entanto, magistrados veem possíveis pontos de litigiosidade envolvendo questões de índios, meio ambiente e encarceramento.

Na noite de domingo, depois de anunciado o resultado do segundo turno, Toffoli disse que os eleitos devem governar para todos os brasileiros e devem combater todo tipo de radicalismo.

“Uma vez eleitos, o presidente e o vice passam a ser os representantes da nação, e não apenas dos seus eleitores. É preciso respeitar aqueles que não lograram êxito em se eleger e também a oposição política que se formará. É momento de união, de serenidade e de combate a qualquer tipo de radicalismo em qualquer porção, seja na situação, seja na oposição. Sem radicalismo, nem na situação, nem na oposição”, reforçou Toffoli em seu discurso.

Além de telefonarem para Bolsonaro, Toffoli e Rosa ligaram para o candidato derrotado, Fernando Haddad (PT).

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