Descrição de chapéu Eleições 2018

Partido de Bolsonaro, PSL pula de nanico a 2ª bancada da Câmara

Sigla ficará atrás apenas do PT, enquanto MDB e PSDB se tornarão legendas médias

Brasília

​A onda a favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e contra o PT emplacou diversos nomes na lista dos candidatos a deputado federal mais votados país afora. 

O partido do presidenciável terá a segunda maior bancada na Câmara, com 52 das 513 cadeiras da Câmara. O número só é menor que o do PT, cuja bancada será de 56 integrantes.

Legenda nanica até o ingresso de Bolsonaro —o deputado entrou na legenda neste ano, após negociar sem sucesso com outras—, o PSL havia eleito apenas 1 deputado em 2014. Atualmente tem 8. Já o PT verá seu agrupamento diminuir. Elegeu 68 em 2014 e tem hoje 61 vagas.

 

MDB e PSDB, hoje segunda e quarta maiores bancadas da Câmara, também tiveram expressiva redução e vão integrar o pelotão de siglas médias na próxima legislatura.

O Novo, partido que surgiu recentemente, elegeu oito deputados.

O estado de São Paulo deu votação absoluta recorde para um dos filhos de Bolsonaro, Eduardo (PSL), que conseguiu a reeleição com mais de 1,8 milhão de votos. 

Ele bateu a marca nacional de Enéas Carneiro (Prona), que nas eleições de 2002 havia obtido 1,5 milhão de votos devido à popularidade adquirida quando participou, anos antes, das eleições presidenciais.

Outra aliada de Bolsonaro, a jornalista Joice Hasselmann (PSL) foi a segunda mais votada no Estado, com mais de 1 milhão de votos. Celso Russomanno (PRB) e o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Kim Kataguiri (DEM), vieram logo em seguida.

O palhaço Tiririca (PR) teve cerca de 450 mil votos, um terço do que obteve em 2010 quando se elegeu pela primeira vez para a Câmara.

O nome de esquerda mais bem votado em São Paulo foi Sâmia Bomfim (PSOL), que ficou na oitava posição. 

Outros exemplos de campeões de votos bolsonaristas eram Minas e Rio. Um dos principais rivais de Bolsonaro na Câmara, o deputado Jean Wyllys (PSOL) se elegeu com 24,3 mil votos na esteira da grande votação do colega de partido Marcelo Freixo (342 mil).

Aliado de primeira hora de Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzony (DEM) foi o segundo mais votado no Rio Grande do Sul.

O placar deste domingo mostra um cenário bem melhor para o candidato a presidente do PSL em uma eventual gestão sua, diante da perspectiva de apoio na Câmara do PSL e de parlamentares da bancada antipetista. O PRTB, partido que se uniu a Bolsonaro na eleição não elegeu nenhum deputado.

Apesar disso, os partidos de esquerda conseguiram bom desempenho em alguns casos, em especial no Nordeste. Presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR) se elegeu no Paraná com a terceira maior votação (212 mil votos). O ex-presidente do PT Rui Falcão também foi eleito em São Paulo, ficando entre os 20 mais votados.

Em Minas o deputado federal petista Reginaldo Lopes (194 mil) e a vereadora em Belo Horizonte Áurea Carolina (PSOL), com 162 mil, tiveram expressiva votação. Eles apareciam como o segundo e o quarto melhores colocados.

No Rio, 2 dos 6 primeiros colocados são do partido de Bolsonaro. 

Em Pernambuco, João Campos (PSB) —filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014 num acidente de avião— estava na dianteira, com 460 mil votos, seguido pela vereadora no Recife Marília Arraes (PT), com 193 mil votos. No Piauí, Rejane Dias (PT) era a mais bem-sucedida, com 131 mil votos.

Candidato à Presidência em 2014, o tucano Aécio Neves era o 18º deputado mais votado em Minas Gerais, com pouco mais de 100 mil votos. Hoje senador, ele perdeu capital político ao ter o nome envolvido no escândalo da JBS. Ao votar neste domingo, chegou a ser hostilizado em Belo Horizonte.

O partido da presidenciável Marina Silva seguiu o pífio desempenho de sua líder nas eleições para a Câmara. Elegeu apenas uma deputada.

 
 
Camila Mattoso , Fábio Fabrini , Ranier Bragon e Bernardo Caram
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