Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Assessor de Eduardo Bolsonaro chefiará Secom, diz Bebianno

Mudanças determinadas pelo presidente eleito esvaziam estrutura atual da Secretaria-Geral

Talita Fernandes
Brasília

O futuro ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, afirmou nesta segunda-feira (10) que a Secom (Secretaria de Comunicação Social) sairá de sua estrutura e passará para a gestão da Secretaria de Governo.

Segundo Bebianno, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidiu indicar Floriano Barbosa para o cargo de chefe da Secom.

Barbosa é assessor do gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente eleito.

O futuro ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL)
O futuro ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL) - Evaristo Sá - 21.nov.2018/AFP

De acordo com o futuro ministro, Barbosa foi escolhido por ser publicitário e ter experiência com comunicação. Ele auxilia Eduardo na edição de vídeos divulgados em suas redes sociais.

Inicialmente, os planos eram de que a Secom ficasse subordinada à Secretaria-Geral, e fosse comandada pelo general Floriano Peixoto.

Bebianno disse que o general Floriano Peixoto atuou apenas de forma preliminar na pasta, fazendo um 'pente-fino' nos contratos de comunicação do governo.

"Floriano Peixoto não ficaria na Secom. Ele estava fazendo pente-fino na Secom para gente ter um ponto de partida", disse, acrescentando que o general é muito próximo a ele e será o secretário-executivo de sua pasta. 

Com as mudanças, Bolsonaro esvaziou a estrutura atual da Secretaria-Geral, que tem vinculadas a ela a Secom e o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

Os dois órgãos passarão para a gestão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, escolhido pelo eleito para comandar a Secretaria de Governo.

Santos Cruz também atuará na articulação política, função que vai compartilhar com o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Segundo Bebianno, Bolsonaro ainda vai escolher um assessor especial, que atuará como porta-voz de seu governo.

A Secom foi alvo de disputa interna. O presidente eleito chegou a dizer que escolheria um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), para comandar a pasta, mas após críticas de nepotismo desistiu da indicação e Carlos deixou de atuar diretamente nas redes sociais do pai.

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