Parece que a eleição não acabou, diz Márcio França ao pregar conciliação

Governador de São Paulo esteve em evento com Michel Temer, Rodrigo Maia e Dias Toffoli

Carolina Linhares
São Paulo

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que não conseguiu se reeleger, pregou conciliação em evento nesta sexta-feira (21) no Hospital Sírio-Libanês.

"Parece que a eleição não acabou. A eleição já acabou. Quem discute com voto é na verdade anti-democrático, o voto já está feito", afirmou a jornalistas. 

Questionado sobre quais atividades terá a partir de 1º de janeiro, quando entrega o governo ao eleito João Doria (PSDB), ele afirmou que tem uma vinculação partidária nacional e que "o Brasil está precisando de muita gente ligada a essa coisa das conciliações". França faz parte da executiva nacional do PSB.

Márcio França discursa em evento do Hospital Sírio-Libanês - Zanone Fraissat/Folhapress

O governador disse ainda que vai se preparar fisicamente para voltar a surfar, que quer cuidar dos netos e voltar a advogar. 

França desejou que "o Brasil possa acertar na administração [pública] e que o governo de São Paulo também possa fazer isso".

Na cerimônia de comemoração dos dez anos do Centro de Cardiologia do hospital, também estiveram presentes o presidente Michel Temer (MDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli. Todos saíram sem dar entrevistas. 

Toffoli chegou a ser questionado pelos jornalistas sobre sua decisão de derrubar, na quarta (19), a liminar do colega Marco Aurélio Mello, que autorizava a soltura de presos condenados em segunda instância, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ele não respondeu. 

Michel Temer discursa em cerimônia do Hospital Sírio-Libanês - Zanone Fraissat/Folhapress

Temer também saiu sem comentar a terceira denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República. Ele é acusado de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no inquérito que apurava um esquema criminoso envolvendo o setor de portos.

Em um discurso breve, Temer afirmou que "seu coração já esteve fisicamente à disposição" do Centro de Cardiologia do Sírio-Libanês, quando fez um cateterismo, e que agora "levava o mesmo coração, não físico, mas no sentimento de gratidão" pelos serviços do hospital. 

A atividade do médico Roberto Kalil Filho, diretor do centro, também foi elogiada por França, Toffoli e Maia. 

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