Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

'Até hoje' Flávio não é investigado no caso Queiroz, diz Ministério Público do Rio

Procuradoria não descarta que o senador eleito possa futuramente ser incluído entre os investigados

Felipe Amorim
Brasília

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou nesta sexta-feira (18) que o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), não figura oficialmente como um dos investigados no procedimento que tem como alvo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito.

A informação foi enviada após questionamento pela reportagem do UOL. Na nota, a Procuradoria não descarta que Flávio Bolsonaro possa futuramente ser incluído entre os investigados.

"O Ministério Público do Rio de Janeiro esclarece que até a data de hoje, Flávio Bolsonaro não consta como investigado na portaria que instaurou o procedimento investigatório criminal. No entanto, de acordo com a dinâmica da investigação, é possível o aditamento da portaria para incluir não só ele como outros investigados", diz o texto.

A manifestação contraria o que diz a defesa de Flávio Bolsonaro, que na quinta-feira (17) afirmou, em nota, ser "objeto de investigação" pela Procuradoria, após conseguir no STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão do procedimento investigativo.

A pedido de Flávio Bolsonaro, o ministro do STF Luiz Fux suspendeu as investigações por considerar que, como senador eleito, Flávio estaria protegido pelas regras do foro privilegiado e apenas o Supremo poderia decidir sobre em qual instância deve tramitar uma investigação contra o senador eleito.

Segundo informou a Procuradoria do Rio na quinta-feira, a decisão de Fux, na prática, paralisou as investigações contra o ex-assessor Fabrício Queiroz.

Queiroz entrou na mira do Ministério Público após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificar operações financeiras consideradas "atípicas" no valor de R$ 1,2 milhão, entre depósitos e saques ligados a Queiroz no período de janeiro de 2016 e janeiro de 2017, valor que seria incompatível com a renda do ex-policial militar e ex-assessor da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

O ex-assessor parlamentar foi motorista do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Flávio é deputado estadual e foi eleito senador nas últimas eleições.

Com base nas informações do Coaf, o Ministério Público do Rio instaurou 22 procedimentos para apurar movimentações atípicas ligadas a deputados estaduais e servidores de seus gabinetes na Alerj.

UOL

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