Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Major do PSL será líder do governo na Câmara

Egresso da Aman assim como o presidente, foi consultor legislativo na Casa na área de segurança pública e defesa

Angela Boldrini
Brasília

O deputado eleito e major da reserva Vitor Hugo (PSL-GO) foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para a liderança do governo na Câmara.

O deputado eleito Major Vitor Hugo (PSL-GO), cotado para assumir a liderança do governo Bolsonaro na Câmara
O deputado eleito Major Vitor Hugo (PSL-GO), cotado para assumir a liderança do governo Bolsonaro na Câmara - Reprodução/Facebook

O parlamentar, que tomará posse no dia 1º de fevereiro deste ano pela primeira vez, será o responsável por articular a votação de projetos como a reforma da Previdência, o principal ponto da agenda econômica do presidente.

Bolsonaro confirmou a indicação pelas redes sociais.

Ele foi recebido por Bolsonaro nesta segunda-feira (14). Na semana passada, se encontrou com o presidente no Planalto duas vezes, de acordo com a agenda oficial: na segunda (7) e na quarta (9). 

Além disso, acompanhou o chefe do Executivo em cerimônia na PGR (Procuradoria-Geral da República) na sexta (11).

O major, que também é egresso da Aman (Academia Militar de Agulhas Negras), é próximo de Bolsonaro por ter sido consultor legislativo na Câmara de 2015 até sua eleição, na área de segurança pública e defesa. 

O fato de que o presidente entregou o posto para um correligionário não é visto como problema, dizem deputados. Eles afirmam que é natural que o partido de Bolsonaro lidere a articulação política do Planalto na Casa, e que isso não deve prejudicar a relação com demais siglas governistas.

Segundo a Folha apurou, a indicação de Vitor Hugo tem também a ver com uma "dívida" de Bolsonaro com o aliado, que se sentiu preterido quando o presidente deu ao Delegado Waldir, atual líder da bancada na Câmara, a presidência do PSL em Goiás. 

Aliados dizem que o nome do deputado eleito tem força por se tratar de um "meio termo" entre os parlamentares reeleitos do PSL e os novatos: por ser servidor concursado, ele tem conhecimento de regimento e funcionamento da Casa, o que poderia ajudar na articulação política. 

Membros da bancada dizem que o deputado eleito é bem quisto pelos correligionários e, por ter atuado na Casa como servidor concursado, tem trânsito com outros partidos.

No entanto, deputados ouvidos pela Folha questionam, reservadamente, sua capacidade de articulação política. Dizem que por ser um novato na Casa como deputado, ele deve ter dificuldade para arregimentar votos e vai precisar de auxílio de parlamentares mais experientes. 

O PSL, que tem 52 deputados, conta com apenas quatro integrantes reeleitos.

Destes, todos possuem algum tipo de restrição ou dificuldade para assumir a posição: Eduardo Bolsonaro (SP), é visto como uma possível "vidraça" por ser filho do presidente; Marcelo Álvaro Antônio (MG) deixou a Câmara para assumir o Ministério do Turismo; Luciano Bivar (PE) teria de acumular a posição com a presidência do PSL, o que não é visto com bons olhos na sigla; e Delegado Waldir tem pretensões de liderar a bancada da legenda na Câmara.

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