PSD de Kassab filia mais dois senadores e vira 2ª maior bancada

Legenda ficará atrás apenas do MDB, que contará com 13 cadeiras

Brasília

O PSD do ex-ministro Gilberto Kassab vai filiar no final da tarde desta quarta-feira (30) mais dois senadores e, com isso, se tornará a segunda maior bancada da Casa a partir de sexta (1º), quando tomam posse os novos congressistas.

O partido já havia anunciado a filiação de Carlos Viana (MG), eleito pelo PHS. Agora, afirma ter fechado com os senadores Lucas Barreto (AP) e Nelsinho Trad (MS), ambos eleitos pelo PTB.

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária. PSD se tornou a segunda maior bancada da Casa, atrás apenas do MDB
Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária. PSD se tornou a segunda maior bancada da Casa, atrás apenas do MDB - Marcos Oliveira - 6.dez.2018/Agência Senado

O PSD terá uma bancada de 10 dos 81 senadores, só atrás do MDB, que reunirá 13.

Kassab tem atuado nos bastidores para levar votos para a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) à presidência do Senado. A votação será na sexta e é secreta.

Segundo aliados, ao menos 5 dos 10 senadores do PSD vão apoiar Renan, que disputará o cargo contra candidatos mais alinhados ao Palácio do Planalto.

O líder do partido no Senado, Omar Aziz, disse à Folha que o partido não fechou posição na votação que definirá o presidente da casa.

Segundo o senador, o PSD defende a votação em aberto. "Os senadores estão livres para votarem em quem quiser", disse. "Não há orientação do partido para que votem em Renan."

O senador Otto Alencar (PSD-BA) também disse que não acordo do partido para a eleição de Renan Calheiros.

Com as duas mudanças, já são sete os senadores eleitos que mudaram de legenda desde outubro.

Na Câmara, o troca-troca partidário já levou o PSL do presidente Jair Bolsonaro a se igualar ao PT como a maior bancada na legislatura 2019-2022. Ambas as siglas, que são antagônicas entre si, têm até agora 55 das 513 cadeiras.

Os números vão se alterar até a semana que vem. DEM e PR, por exemplo, afirmam que já acertaram a filiação de mais cinco deputados federais, cada um, mas não divulgam ainda os nomes.

A atual temporada de migrações dos políticos entre as legendas é reforçada pelo fato de que 14 das 35 siglas do país não conseguiram atingir em outubro a chamada "cláusula de barreira", que é um desempenho mínimo de votos nos estados.

Devido a isso, os políticos eleitos por essas siglas ficaram liberados para migrar para legendas maiores sem o risco de perder o mandato por infidelidade.

 
Julio Wiziack , Daniel Carvalho e Ranier Bragon
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