Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Exame em Bolsonaro descarta complicações pós-cirúrgicas

Quadro clínico do presidente é estável, segundo boletim médico divulgado neste domingo

Géssica Brandino
São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a uma tomografia no abdômen que descartou complicações cirúrgicas, informou neste domingo (3) o hospital Albert Einstein, onde ele foi internado uma semana atrás para uma operação de reconstrução do trânsito intestinal e retirada de bolsa de colostomia.

O estado de saúde dele é estável, de acordo com o boletim médico. Visitas continuam restritas, por orientação da equipe. Ele passou o dia com a mulher, Michelle, e um dos filhos, Carlos Bolsonaro.

Como a Folha publicou neste domingo, Bolsonaro teve uma paralisia no intestino, que provocou náuseas e vômitos neste sábado (2). Tecnicamente, a condição clínica é chamada de "íleo paralítico".

A assessoria da Presidência havia informado se tratar de uma "reação normal e decorrente da retomada da função intestinal", mas médicos ouvidos pela reportagem disseram que a situação poderia indicar uma piora no quadro clínico.

Além da informação de que não houve complicações, o comunicado do Einstein divulgado neste domingo relatou que o presidente segue sem dor e sem sinais de infecção.

Ele continua também com uma sonda nasogástrica, colocada para retirar o líquido em excesso no estômago. O paciente está recebendo nutrição parenteral exclusiva, por meio de sonda. Não há previsão de evolução na dieta —quando isso ocorrer, o plano é que ele comece ingerindo alimentação pastosa e depois passe para a sólida.

Os médicos comunicaram ainda que Bolsonaro mantém a rotina de fisioterapia respiratória e de exercícios motores no quarto. Ele pedala uma espécie de bicicleta ergométrica que é acoplada à cama. As atividades auxiliam na recuperação e na cicatrização. A equipe também toma medidas para prevenir trombose venosa.

Carlos Bolsonaro chegou a escrever neste sábado nas redes sociais que o pai “teve uma recaída” e pediu orações e apoio. Depois, os assessores da Presidência disseram que ele estava bem e que não houve anormalidades.

Neste domingo, em nova mensagem (replicada pelo perfil do presidente), o vereador pelo PSC-RJ afirmou que o pai apresenta melhora e "acordou bem e animado".​

Os assessores negam qualquer piora e dizem que os médicos relatam que o quadro clínico é normal e esperado para um paciente que foi submetido a tantas grandes cirurgias num período de quatro meses.

A operação de segunda-feira (28), que durou sete horas, foi a terceira desde que ele tomou uma facada na barriga, em setembro de 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Inicialmente a alta era prevista para dez dias após a cirurgia, mas nem Einstein nem Presidência falam em data exata. Uma confirmação virá à medida que o quadro evoluir e as restrições começarem a ser revistas.

Diferentemente de sábado, o presidente não realizou caminhadas neste domingo e ficou a maior parte do tempo em repouso.

A orientação dos médicos é para que o paciente assista à televisão com moderação e evite falar, já que isso pode provocar acúmulo de gases na região do abdômen e atrapalhar o processo de cicatrização.

Segundo a assessoria do Planalto, tanto a progressão sobre a forma de alimentação quanto a rotina de exercícios a ser realizada no dia são analisadas pela equipe do Einstein todos os dias pela manhã. À tarde Bolsonaro é submetido a uma nova avaliação de sua evolução clínica.

O presidente compartilhou no Twitter o boletim emitido neste domingo e novamente classificou o ataque a faca sofrido por ele como uma tentativa de assassinato. "Vamos sair dessa!", escreveu, acrescentando um emoji com um "joinha".

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