Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

'Não existe nenhuma crise no governo', afirma Moro sobre demissão de Bebianno

Ministro da Justiça destacou coesão do Planalto ao encaminhar projeto anticrime ao Congresso

Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, negou nesta terça-feira (19) que exista uma crise no governo federal desencadeada pela demissão do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. 

O ministro da justiça Sergio Moro com o presidente Jair Bolsonaro, na cerimônia de encaminhamento do projeto anticrime ao Congresso
O ministro da justiça Sergio Moro (à dir.) com o presidente Jair Bolsonaro, na cerimônia de encaminhamento do projeto anticrime ao Congresso - Isaac Amorim/MJSP

“No mundo real não existe nenhuma crise no governo”, declarou Moro, pouco depois de apresentar seu projeto de lei de endurecimento de penas e de combate à corrupção ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). "O governo está apresentando projetos. Hoje é um projeto consistente e amanhã será apresentado o projeto de nova Previdência, que é consistente”, disse.

Moro trouxe pessoalmente ao Congresso Nacional o texto do chamado pacote anticrime. Ele estava acompanhado do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Também participaram da reunião na presidência da Câmara os ministros Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Paulo Guedes (Economia).

Segundo o ministro do Justiça, a presença dos diferentes ministros na reunião demonstra a “coesão do governo em relação ao projeto”. “O mesmo pode ser dito amanhã do projeto da nova Previdência”, disse Moro. 

Com 50 dias de governo, a administração Bolsonaro enfrenta sua primeira crise política. A exoneração de Bebianno foi anunciada nesta segunda-feira (18) pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. 

 A crise foi precipitada com a revelação, pela Folha, de um esquema de candidaturas de laranjas do PSL para desviar verbas públicas. O partido era presidido por Bebianno durante as eleições de 2018.

Ao negar a existência de uma crise, Moro elencou ações realizadas pelo governo Bolsonaro desde o seu início. Ele citou a crise de segurança no Ceará, que segundo o ministro foi debelada com o uso da Força Nacional de Segurança Pública

Moro lembrou ainda da transferência de lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), entre eles do líder da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para presídios em Rondônia e Rio Grande do Norte.

Além disso, o ministro da Justiça classificou a resposta do governo federal ao desastre de Brumadinho como uma reação de “extrema competência.”

 “O governo tem sido absolutamente exitoso nas propostas e projetos que tem apresentado”, disse Moro. 

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