'Hackers de juízes e linhas auxiliares não vão interferir na missão', diz Moro

Em rede social, Ministro reage a vazamento de troca de mensagens ele e o procurador Deltan Dallagnol

Brasília

O ministro Sergio Moro (Justiça) afirmou em rede social nesta quarta-feira (12) que o episódio envolvendo o vazamento de troca de mensagens entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, não vai interferir na missão de sua gestão, incluindo a aprovação do projeto anticrime no Congresso.

“Hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos não vão interferir na missão”, disse.

Moro publicou dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública) que, segundo ele, mostram uma queda de 23% de homicídios em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

“Ressalvas: 1- Precisamos trabalhar para a redução ser permanente e constante; 2 - muitos fatores influenciam a queda, o mérito não é só do Governo Federal, mas também dos estaduais e distrital; e 3 - mesmo com a redução, os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais”, escreveu o ministro.

“Ressalvas: 4 - ajudaria a aprofundar a queda a aprovação do projeto anticrime, mas respeitamos a prioridade da Nova Previdência”, completou. 

Segundo a reportagem do The Intercept Brasil, Moro sugeriu na troca de mensagens com o MPF (Ministério Público Federal) mudar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão judicial.

Sob desgaste, o ministro acabou aceitando ir à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na próxima quarta (19) para prestar esclarecimentos ao Congresso.

No Senado, Moro conta com o apoio da bancada do PSL. Já na Câmara a situação do ministro da Justiça é preocupante —nem todos os deputados do partido estão dispostos a defendê-lo publicamente.

A divulgação das mensagens de Moro e de integrantes da força tarefa da Lava Jato dominou as discussões no sessão desta terça-feira (12) do Congresso, a primeira realizada após o caso vir à tona.

A oposição concentrou seus discursos no pedido para que Moro renuncie e na defesa da criação de uma CPI mista de deputados e senadores para investigar a suspeita de que o então juiz federal tenha sido parcial no julgamento de Lula. ​

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