Missa em memória do jornalista Clóvis Rossi acontecerá nesta quarta

Colunista da Folha morreu na última sexta-feira em casa, quando se recuperava de um infarto

São Paulo

Uma missa em memória do jornalista Clóvis Rossi acontecerá nesta quarta-feira (19), às 18h30, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo.

Rossi morreu na última sexta-feira (14), aos 76 anos, em casa, onde se recuperava de infarto tido na semana anterior.

Deixou a mulher, Catarina, três filhos (Cláudia, 52, Clarissa, 51, e Cassio, 49) e três netos (Tiago, 26, Natália, 24, e Alice, 10).

Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, Rossi publicou seu último texto na quarta (12), intitulado “Boletim Médico”

A igreja onde será realizada a missa nesta quarta fica na alameda dos Piratinins, 679.

A família de Rossi pede que os interessados em participar da cerimônia confirmem presença até as 13h desta quarta, para que seja possível definir em qual capela será realizada a missa, de acordo com a quantidade de pessoas.

Clóvis Rossi durante encontro com colunistas da Folha
Clóvis Rossi durante encontro com colunistas da Folha - Eduardo Knapp /Folhapress

Nascido em 25 de janeiro de 1943 no bairro do Bexiga, em São Paulo, filho de seu Olavo, vendedor de máquinas pesadas, e dona Olga, artesã de grinaldas e buquês de flores, Rossi se formou em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.

Ele começou na profissão em 1963. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Teve ainda passagens pelas revistas Isto É e Autoesporte e pelo Jornal da República e manteve blog no espanhol El País. Estava desde 1980 na Folha.

Ganhou vários prêmios jornalísticos, entre eles o Maria Moors Cabot, da Universidade Columbia, o da Fundação Nuevo Periodismo Ibero-Americano, criada por Gabriel García Márquez, e o Prêmio Ayrton Senna de jornalismo político. ​

Escreveu os livros “Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo”, “Militarismo na América Latina” e “O que é Jornalismo”.

Fez coberturas de eventos históricos, viagens de vários presidentes brasileiros, Copas do Mundo e Olimpíada. Foi correspondente da Folha em Buenos Aires e Madri. Era presença frequente no Fórum Econômico Mundial de Davos.

Gostava de enfatizar sua preferência pela reportagem e não pela edição. Tinha especial orgulho da cobertura que fez sobre o fim do regime franquista espanhol. “Raramente gosto do que faço. Sempre acho que a próxima reportagem vai ser melhor. Exceto nessa cobertura”, afirmou na Flip em 2014.

Com 1,98 m, Rossi foi jogador de basquete do Esporte Clube Sírio. No futebol, torcia para o Palmeiras e para o Barcelona. Dizia ter um sonho não realizado no jornalismo: ser setorista da Liga dos Campeões da Europa.

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