Descrição de chapéu Lava Jato

Sem mencionar vazamento, Moro diz que não atua para promover 'justiça vingativa'

Ex-juiz diz que age 'para proteger e melhorar a qualidade de vida das pessoas'

Ricardo Della Coletta
Brasília

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (13) que não atua, à frente da pasta, para promover o que chamou de "justiça vingativa".

Moro está sob pressão desde que foram reveladas, pelo site The Intercept Brasil, trocas de mensagem do ex-juiz da Lava Jato com o coordenador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol. 

O ministro Sergio Moro, em evento nesta quinta (13), em Brasília
O ministro Sergio Moro, em evento nesta quinta (13), em Brasília - Adriano Machado/Reuters

De acordo com o site, as conversas mostram que Moro interferiu na atuação da força tarefa Lava Jato, sugerindo que o procurador invertesse a ordem de operações e dando pistas de investigação.

O ministro da Justiça não fez qualquer menção direta ao caso em sua fala na manhã desta quinta-feira. 

"Quando eu fui convidado pelo Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve uma convergência absoluta no que se refere às minhas intenções e às dele, de que o objetivo seria sermos firmes contra crime organizado, corrupção e a criminalidade violenta", declarou o ministro. 

"Para deixar tudo muito claro: tanto a minha visão quanto a do presidente não é fazer isso por uma espécie de justiça vingativa, embora fazer justiça seja importante. Não, evidentemente, vingança. Mas se faz isso principalmente porque o objetivo é proteger as pessoas e melhorar a qualidade de vida das pessoas", concluiu. 

Moro deu as declarações em um evento, no Ministério da Justiça em Brasília, para o lançamento de um pacto pela prevenção e o combate da violência contra crianças e adolescentes. 

Também participaram do ato o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Osmar Terra (Cidadania), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Abraham Weintraub (Educação), além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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