Em 3 meses, avaliação de Bolsonaro melhora entre aposentados e pessoas com escolaridade superior

Presidente segue melhor avaliado entre homens, pessoas com renda mais alta e moradores da região Sul

São Paulo

A avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro melhorou entre aposentados, pessoas com escolaridade de nível superior e renda mais alta.

Os dados são de pesquisa Datafolha feita entre os dias 5 e 6 deste mês e divulgada neste domingo (8).

A retomada da economia ajudou a frear a perda de popularidade do presidente, que viu sua reprovação oscilar de 38% em agosto para 36% em dezembro. A aprovação ao governo variou de 29% para 30%.

O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Entre os aposentados, a avaliação do governo como ótimo/bom foi de 34% em agosto para 39% em dezembro.

A melhora ocorre pouco depois da aprovação, pelo Senado, da reforma da Previdência, em outubro, após oito meses de tramitação no Congresso.

Enquanto isso, a rejeição a Bolsonaro entre pessoas com escolaridade de nível superior recuou de 43% em agosto para 36% agora.

A popularidade do presidente também melhorou entre aqueles com renda mais alta. Em agosto, 37% dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos consideravam o governo ótimo ou bom. Agora, são 44%.

Considerando apenas as mulheres, a rejeição a Bolsonaro, que é de 36% na população em geral, vai a 41%, segundo o levantamento de dezembro. Os índices são similares aos registrados em outubro, quando 38% da população reprovavam o governo, e 43% das mulheres.

No recorte etário, a avaliação de ótimo/bom é de 21% entre jovens de 16 a 24 anos e de 34% na faixa de 35 a 44 anos na pesquisa mais recente. Em agosto, esses índices eram, respectivamente, 24% e 30%.

Para 58% dos entrevistados que declararam voto em Bolsonaro na eleição de 2018, o governo é ótimo ou bom, índice que se manteve estável em relação ao levantamento anterior.

De todos os estratos do eleitorado, o principal desfavorável ao presidente permanece sendo o de eleitores do Nordeste. Na única região na qual foi derrotado nos dois turnos em 2018, ​Bolsonaro tem avaliação ruim/péssima de 50% —índice que estava em 52% na pesquisa de agosto.

Em julho, ele foi criticado após se referir a governadores da região como "paraíba", termo que costuma ser usado de maneira pejorativa e reflete preconceito.

No Sul do país, a avaliação negativa é de 28%, enquanto o índice de ótimo/bom vai a 40%. Nesta região do país, 52% consideram que o presidente daqui para frente fará um governo ótimo/bom, ante 43% na população geral.

 
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