Folha cresce e lidera circulação entre jornais do país em 2019

Jornal teve a mais alta média mensal de pagantes, na soma de versões digital e impressa, segundo IVC

São Paulo

Folha cresceu e liderou em 2019 a circulação entre os jornais do país. Teve a maior média mensal de pagantes entre os veículos, na soma de suas versões digitais e impressas, segundo o IVC Brasil (Instituto Verificador de Comunicação).

No cômputo geral do ano passado, a Folha registrou média mensal de 328.438 exemplares diários pagos, crescimento de 6,4% ante média de 2018. O Globo veio em segundo, com 323.172, e O Estado de S. Paulo em terceiro com 242.373.

Ainda segundo o IVC, a Folha também lidera na média mensal da circulação digital (236.059), seguida por Globo (213.352) e Estado (141.536).

No Brasil, a Folha foi pioneira na adoção do sistema chamado de paywall poroso (limite de artigos disponíveis para quem não é assinante ler de graça), estratégia usada também pelos maiores jornais do mundo, como New York Times e Washington Post, por exemplo. Desde então, é líder em assinaturas digitais. 

Em março do ano passado, em uma parceria com o Google, o jornal lançou com sucesso as assinaturas gratuitas por um ano para professores da rede pública. Também ofereceu valores especiais para quem fosse prestar o Enem, e mantém ativa a oferta para alunos universitários (confira aqui os valores para assinar).

Na circulação digital de dezembro, segundo os dados mais recentes de IVC, a Folha acabou em primeiro novamente, com 247.476 exemplares, Globo ficou em segundo (232.591) e o Estado apareceu em terceiro (148.730).

Já no ranking que computa apenas a circulação impressa, O Globo liderou a média mensal de 2019, com 109.820 exemplares, seguido de Estado (100.838) e Folha (92.379). O jornal carioca também é o primeiro no ranking geral de dezembro, com 333.772 exemplares, seguido por Folha (329.394) e Estado (245.483). 

Folha assumiu a primeira posição na circulação dos jornais em 1986. Excetuados um intervalo de 2010 a 2013 e alguns meses pontuais fora dele, a liderança da Folha tem sido uma constante há mais de três décadas.

Antonio Manuel Teixeira Mendes, superintendente do Grupo Folha, afirma que no mundo todo grandes jornais têm registrado crescimento de sua base de assinantes digitais, e a Folha está em linha com eles.

"Em momento político importante para o Brasil, a Folha continua com sua missão de jornalismo apartidário, independente e plural. Os novos assinantes digitais refletem esse reconhecimento.”

Em meio aos ataques do presidente Jair Bolsonaro a veículos de comunicação e jornalistas, a Folha recebeu apoio nas redes sociais novamente. “Assinei a @folha. O jornalismo livre e crítico tem que ser incentivado”, publicou um dos leitores do jornal, que começa em fevereiro as comemorações do seu centenário, a ser completado em 2021. 

"Não vamos mais gastar dinheiro com esse tipo de jornal. E quem anuncia na Folha de S.Paulo presta atenção, está certo?", ameaçou o presidente em uma transmissão em rede social.

Menos de 12 horas depois, o número de novas assinaturas já era o quíntuplo da média para o período. E conforme os dados do IVC, fecha 2019 com crescimento e na liderança de assinaturas digitais.

Jornalistas trabalham em suas mesas na Redação
Redação da Folha - Lalo de Almeida/Folhapress
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