Artistas defendem, em vídeo, repórter da Folha após ataque de Bolsonaro

Grupo, que reúne atrizes como Cláudia Abreu, Alinne Moraes e Julia Lemmertz, pede respeito às mulheres

São Paulo

Um grupo de artistas publicou um vídeo para repudiar o insulto do presidente Jair Bolsonaro, com insinuações sexuais, contra a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha.

"Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo [risos dele e dos demais]", disse o presidente na terça (18), em entrevista diante de um grupo de simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada. Após uma pausa durante os risos, Bolsonaro concluiu: "a qualquer preço contra mim".

A declaração do presidente foi uma referência à CPMI das Fake News no Congresso na última semana. Em depoimento prestado à comissão parlamentar de inquérito, Hans River do Rio Nascimento, um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, mentiu e insultou a repórter.

Sem apresentar provas, ele afirmou que a jornalista queria “um determinado tipo de matéria a troco de sexo”, declaração repercutida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) nas redes sociais.

O grupo 342 Artes, criado pela produtora Paula Lavigne, publicou vídeo com a participação de artistas, influenciadoras e outras mulheres do setor cultural repudiando a fala de Bolsonaro. "Não iremos tolerar mais ataques à liberdade de imprensa e à democracia", afirmou o movimento.

As atrizes Cláudia Abreu, Alinne Moraes, Julia Lemmertz, Débora Nascimento e Sophie Charlotte, as apresentadoras Fernanda Lima e Astrid Fontenelle e a cantora Zélia Duncan estão entre as que aparecem na gravação. Elas pedem mais respeito às mulheres.

"Os brasileiros se sentem bem com tanta grosseria?", diz Julia no vídeo. "Apoiamos Patrícia Campos Mello e todas as mulheres que foram ofendidas por ele [Bolsonaro]", acrescenta Débora.

Comentaristas e apresentadoras da GloboNews e da TV Globo, além de um coletivo de mulheres, também se manifestaram contra o insulto de Bolsonaro.

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