Celso Pinto era um profissional completo, diz ANJ; veja repercussão da morte

Criador do jornal Valor Econômico, jornalista morreu nesta terça (3) aos 67 anos

São Paulo

A morte do jornalista Celso Pinto foi lamentada por profissionais e entidades da área de comunicação, além de líderes políticos e personalidades do universo econômico. Criador do jornal Valor Econômico, ele morreu nesta terça-feira (3), aos 67 anos, em São Paulo.

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) divulgou nota em que afirma que Celso "era um profissional completo, brilhante" e "foi certamente um dos mais competentes jornalistas de economia" do Brasil.

Paulo Jerônimo de Sousa, presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), disse que o jornalista, "com enorme talento", ajudou a consolidar a cobertura econômica no país.

Celso, que começou na profissão em 1974, na Folha, foi internado com pneumonia há duas semanas e não resistiu a complicações decorrentes da doença.

Admirado por colegas de profissão e por fontes, ele era reconhecido como um dos melhores repórteres de sua geração. Estava afastado das Redações desde maio de 2003.

Em perfil publicado na Folha em 2010, quando o Valor completou dez anos, os ex-presidentes do Banco Central Arminio Fraga, Henrique Meirelles e Persio Arida usaram expressões como competente, talentoso e sério para se referir ao jornalista.

Veja abaixo manifestações de pesar sobre a morte de Celso Pinto.

"Celso Pinto foi certamente um dos mais competentes jornalistas de economia do país. Repórter, colunista e editor, era um profissional completo, brilhante. O jornal Valor Econômico, cuja criação e implantação foram lideradas por Celso, é demonstração de toda essa sua admirável capacidade."
ANJ (Associação Nacional de Jornais)

"Um dos jornalistas mais brilhantes e respeitados do país. Profissional completo, seu nome estará sempre vinculado à grande capacidade de análise e compreensão da realidade brasileira. Com enorme talento, Celso Pinto ajudou a consolidar o jornalismo econômico no país."
Paulo Jerônimo de Sousa, presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

"O Grupo Globo lamenta a perda do grande jornalista Celso Pinto, responsável pela criação do Valor Econômico. Será lembrado não só pela precisão de suas análises econômico-financeiras, mas principalmente pela ética no exercício da profissão e por sua capacidade de liderança."
João Roberto Marinho, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Globo

"Celso Pinto foi precursor do moderno jornalismo econômico e traduzia para a vida prática o significado das grandes decisões econômicas. Ao fundar o Valor Econômico, o mais importante jornal de economia do Brasil, Celso esteve à frente do seu tempo, na defesa da economia de mercado. Celso Pinto deve ser lembrado como um exemplo de profissionalismo pelas novas gerações do jornalismo. Meus sentimentos aos familiares e amigos."
João Doria (PSDB), governador de São Paulo

"Celso Pinto foi um dos jornalistas mais talentosos de sua geração. Um observador atento que elaborou análises que ajudaram seus leitores a entenderem com mais clareza a economia e a política brasileiras. A criação do jornal Valor Econômico é em grande parte fruto do seu talento. Meus sentimentos aos familiares, colegas e amigos."
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados 

"Celso Pinto deixa como legado uma geração de repórteres e editores comprometidos com a apuração rigorosa, com a ética e com a busca permanente pelo conhecimento e pela verdade. São eles que ocupam hoje as trincheiras do combate às fake news, à má-fé e ao amadorismo que ameaçam o jornalismo profissional."
Marcio Aith, secretário de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal

“Não somente o mais brilhante jornalista econômico de sua geração como uma das pessoas mais fascinantes que conheci. Um prazer conversar com ele, sempre sem notas ou gravações, para depois ver tudo reproduzido com enorme fidelidade e conhecimento de causa. Uma enorme perda para todos nós.”
Edmar Bacha, pai do Plano Real e membro da Academia Brasileira de Letras

“Além de ter nele e na Célia [sua esposa], grandes amigos, tinha uma admiração enorme por ele. Era um jornalista incrível, poderia falar com ele por horas, e mesmo sem tomar notas, a matéria saía perfeita. Sempre muito ético. Um editor incomparável. Mudou a forma de se cobrir economia. Era fora de série. Desde o Colégio Aplicação, Celso era um gênio, muito especial. Eu diria que não apareceu até hoje um jornalista econômico como ele.”
Elena Landau, ex-diretora do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

"Bom repórter, excelente analista, colunista influente, ele acabou se revelando também um gestor ousado e eficiente. Liderou o grupo que fundou o Valor Econômico e o comandou nos anos da sua consolidação."
Míriam Leitão, jornalista e colunista do Grupo Globo

“Celso foi a grande estrela do jornalismo econômico brasileiro. Deixa um legado precioso.”
Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos

“Sua contribuição foi fundamental para a evolução e o aprofundamento do debate econômico brasileiro. Incansável defensor da agenda de desenvolvimento econômico, Celso Pinto entendia como poucos os desafios da indústria nacional. Em nome dos integrantes do Sistema Indústria, expresso solidariedade aos familiares e amigos, nesta data de luto para o jornalismo brasileiro e para o país.”
Robson Braga de Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria)

"Recebo com pesar a notícia do falecimento do jornalista Celso Pinto, figura importante para o nascimento de um dos jornais da pauta econômica mais expressivos do país. Celso foi personagem que influenciou toda uma geração de comunicadores e aficionados por jornalismo no Brasil, principalmente pelo estilo que aplicava, convergindo grande apuração e enorme capacidade de análise."
Omar Aziz (PSD-AM), senador e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado

“Registro minha solidariedade à família e aos colegas de profissão  por essa perda lamentável do jornalista Celso Pinto. Será lembrado pela seriedade e competência na condução de projetos inovadores para o jornalismo brasileiro, como a criação de um dos principais jornais do país, o Valor Econômico.”
Ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)

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