Descrição de chapéu Eleições 2020

Em sabatina Folha/UOL, Marchezan diz que 'impeachment é movido por corruptos' para tirá-lo da eleição em Porto Alegre

Atual prefeito da capital gaúcha afirma, ainda, que compraria doses da vacina do Butantan

São Paulo | UOL

Em sabatina promovida pela Folha, em parceria com o UOL, o atual prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), que busca a reeleição, disse que o pedido de impeachment de que é alvo tem como objetivo tirá-lo do processo eleitoral. Segundo ele, a cidade "vem de um histórico de corrupção".

"Esse já é o quinto, sexto ou sétimo pedido de impeachment pelos motivos mais torpes e populistas. Esse tem um motivo específico, que é me tirar da eleição, me tirar do processo eleitoral. Quando viram que isso não era possível, quiseram me tirar das coligações. E continuam tentando viabilizar esse pedido", disse Marchezan Jr.

Prefeito Nelson Marchezan Jr.
Prefeito Nelson Marchezan Jr. - Anselmo Cunha/PMPA

Ele é acusado de alocar recursos do Fundo Municipal de Saúde em ações de publicidade para promover sua gestão em meio à pandemia.

Segundo ele, o valor foi de R$ 3 milhões, utilizados para "esclarecer a população". A sabatina foi comandada por Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, e Paula Sperb, repórter da Folha.

Todos os prefeitos, governadores e presidentes da República gastam o dinheiro de saúde através do fundo, de acordo com Marchezan. "O atual presidente da República, por exemplo, já gastou mais de 200 milhões [de reais] do Fundo Nacional de Saúde em publicidade. E ele está certo", disse.

"É um impeachment eleitoreiro como tem sido alguns impeachments no Brasil, mas esse aqui é estranho porque ele é movido por grupos corruptos, utilizando uma ferramenta que deveria ser para tirar um prefeito corrupto, mas estão tentando tirar o prefeito que tentou combater a corrupção deles."

A Câmara Municipal tem até 9 de novembro para julgar o caso, seis dias antes do primeiro turno. São necessários 24 dos 36 votos para afastar o prefeito. Se aprovado, ele também terá seus direitos políticos cassados por oito anos.

Pandemia e vacina contra a Covid-19

Marchezan afirma que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), "desenvolveu um bom trabalho". Eles são do mesmo partido. Já Bolsonaro, em sua opinião, agiu de "forma ideológica".

Ele afirma ter conversado com Doria sobre a vacina Coronavac. "Se não tiver uma campanha nacional, e achamos que não vai ter, nós iremos adquirir isso junto ao Instituto Butantan, ao estado de São Paulo", disse.

O prefeito afirma ter errado durante a pandemia. "Com certeza nós cometemos erros. Hoje, olhando, talvez eu teria voltado às aulas um mês antes se a gente soubesse que iríamos ter um equilíbrio, uma normalidade, uma estabilidade na demanda de leitos de UTI, como tivemos nos últimos dois, três meses em Porto Alegre."

Sabatinas

A Folha e o UOL estão sabatinando candidatos das principais capitais do país.

De São Paulo, além de Marina Helou, foram entrevistados Antônio Carlos (PCO), Levy Fidelix (PRTB), Orlando Silva (PC do B) e Vera Lúcia (PSTU).

Do Rio de Janeiro, além de Glória Heloiza (PSC), já passou pela sabatina Clarissa Garotinho (PROS).

No Recife, foram entrevistados João Campos (PSB), Marília Arraes (PT), Patrícia Domingos (Podemos) e Mendonça Filho (DEM).

Dos candidatos em Belo Horizonte, foram sabatinados Áurea Carolina (PSOL), Alexandre Kalil (PSD), Bruno Engler (PRTB) e João Vítor Xavier (Cidadania).

De Salvador, Major Denice (PT), Olívia Santana (PC do B), Pastor Sargento Isidório (Avante) e Bruno Reis (DEM) já foram entrevistados.

Em Curitiba, além de Fernando Francischini (PSL), falaram João Arruda (MDB), Goura (PDT) e Rafael Greca (DEM).

De Porto Alegre, além de Manuela D'Ávila (PC do B), foram entrevistados José Fortunati (PTB), Juliana Brizola (PDT), Fernanda Melchionna (PSOL) e Gustavo Paim (PP).

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