Descrição de chapéu Eleições 2020

Eleições nas capitais indicam freio em onda antipolítica e voto em nomes tradicionais

Sete capitais elegem, em primeiro turno, candidatos à reeleição ou do grupo que está no poder

São Paulo

A eleição municipal deste domingo (15) sinalizou para um freio da onda antipolítica que vinha marcando as últimas disputas eleitorais no país.

Como as pesquisas já vinham apontando, nomes ligados à política tradicional venceram ou lideram na maioria das 25 capitais onde houve votação. Em Macapá, a eleição foi adiada devido ao apagão.

Nessa primeira etapa, o DEM é o partido que elegeu mais prefeitos em capitais, com três prefeitos eleitos, seguido pelo PSD e PSDB, com dois prefeitos cada.

Os próximos prefeitos já foram definidos em sete capitais —em seis delas ganharam os candidatos à reeleição. Foram Alexandre Kalil (PSD) em Belo Horizonte, Rafael Greca (DEM) em Curitiba, Gean Loureiro (DEM) em Florianópolis, Marquinhos Trad (PSD) em Campo Grande e Álvaro Dias (PSDB) em Natal.

Palmas, que não tem segundo turno, também reelegeu a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) com 36% dos votos válidos.

Ainda foi eleito em primeiro turno em Salvador o vice-prefeito Bruno Reis (DEM), afilhado político do prefeito ACM Neto (DEM).

Outros prefeitos estão à frente na disputa ao segundo turno. É o caso de Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, Edvaldo Nogueira (PDT) em Aracaju e Hildon Chaves (PSDB) em Porto Velho.

No Rio de Janeiro, em Cuiabá e em Rio Branco, os atuais prefeitos Marcelo Crivella (Republicanos), Emanuel Pinheiro (MDB) e Socorro Neri (PSB) vão ao segundo turno, mas ficaram em segundo lugar nessa primeira disputa.

Porto Alegre é a exceção neste ano. Na capital gaúcha, o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) ficou de fora do segundo turno, no qual concorrerão o ex-vice-prefeito Sebastião Melo (MDB) e a ex-deputada Manuela D’Ávila (PC do B).

Os números da eleição de 2020 destoam do que ocorreu quatro anos atrás, quando cinco capitais deixaram de fora da disputa os candidatos à reeleição: São Paulo, Curitiba, Aracaju, Porto Velho e Campo Grande.

A influência da onda antipolítica ficou mais sentida em Belém. Na cidade, o ex-prefeito e deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) concorrerá no segundo turno contra o Delegado Federal Eguchi (Patriota), bolsonarista que estava em terceiro nas pesquisas.

Eguchi, que disputou a Câmara dos Deputados em 2018 e perdeu, desbancou o deputado federal José Priante (MDB), do partido do governador Hélder Barbalho.

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