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Repórteres da NSC TV, afiliada da Globo, são agredidos em praia em Florianópolis

Equipe fazia reportagem sobre descumprimento de lei estadual que proíbe aglomerações durante a pandemia

Salvador

Dois repórteres da NSC TV, afiliada da TV Globo em Santa Catarina, foram agredidos enquanto faziam uma reportagem na praia do Campeche, em Florianópolis.

A repórter Bárbara Barbosa e o cinegrafista Renato Soder trabalhavam em reportagem sobre o descumprimento da lei estadual que proíbe aglomerações durante a pandemia do novo coronavírus, quando foram abordados de forma agressiva por um grupo de pessoas que estavam na praia.

Dois homens avançaram sobre a câmera para tentar impedir as filmagens e ameaçaram quebrar os equipamentos dos repórteres. Um deles tomou o celular das mãos da jornalista, que ficou com marcas da agressão nos pulsos.

Equipe da repórteres da NSC TV é agredida durante reportagem em praia em Florianópolis
Equipe da repórteres da NSC TV é agredida durante reportagem em praia em Florianópolis - Reprodução/NSC TV

Em nota, o grupo NSC Comunicação classificou a agressão como “uma tentativa de impedir o trabalho da imprensa, de levar os fatos ao conhecimento público", direito garantido pela Constituição. E destacou que atitudes como esta vêm se repetindo no país inteiro.

"Os agressores responderão pelos seus atos. E nós vamos continuar fazendo o que fazemos: jornalismo profissional, independente e essencial para a sociedade catarinense", informou o grupo NSC.

A Associação Catarinense de Imprensa, em nota, se solidarizou com os profissionais e repudiou a agressão, a qual classificou como covarde. A entidade ainda manifestou preocupação com "a crescente onda de violência contra jornalistas e contra o jornalismo".

De acordo com a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), o número de agressões a profissionais de imprensa cresceu de 135 em 2018 para 208 casos em 2019.

"Tentar calar a imprensa é atitude irresponsável e perigosa de pessoas que flertam com o autoritarismo sem ao menos entender as implicações históricas de tal atitude. Espera-se que os agressores sejam devidamente identificados e exemplarmente punidos, na forma da lei", informou a entidade.

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão classificou o episódio como inaceitável e ressaltou que "qualquer tipo de intimidação ou constrangimento ao trabalho de equipes de reportagem em sua missão de informar a população configura um atentado contra a liberdade de imprensa".

Em nota, a ANJ (Associação Nacional de Jornais) lamentou a agressão, que classificou de "atitude covarde, autoritária, intolerante e que demonstra falta de compreensão do papel dos jornalistas na sociedade".

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