Descrição de chapéu Eleições 2022

FHC defende formação de centro progressista, 'social e economicamente'

Declaração do ex-presidente ocorre uma semana após manifesto de possíveis candidatos em 2022

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo | UOL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defendeu, em um artigo publicado neste domingo (4) nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, a formação de um centro para as eleições de 2022 que, entre outras características, "seja progressista, social e economicamente".

Em entrevistas recentes, FHC também disse que imaginava uma aliança de centro progressista como alternativa política ao país.

"Defendamos a Constituição, que é democrática, e saudemos os políticos que creem que é melhor apoiar quem possa chegar à Presidência sem representar um extremo", diz FHC no artigo, sem citar diretamente quem seriam estes extremos, mas indicando um caminho alternativo para o que é chamado por críticos de polarização entre Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Homem de óculos com terno e gravata sorri
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante entrevista à Folha, em São Paulo, em outubro de 2019 - Bruno Santos/Folhapress

"Apresentemos aos brasileiros, quanto antes, um programa de ação realista, que permita juntar ao redor dele os partidos e as pessoas para formar um centro, que seja progressista, social e economicamente. Centro que não pode ser anódino: terá lado, o da maioria, o dos pobres; mas não só, também o dos que têm visão de Brasil e os que são aptos para produzir", completou FHC.

A manifestação de Fernando Henrique Cardoso ocorre em uma semana que ficou marcada por um manifesto em defesa da democracia assinado por seis possíveis candidatos em 2022 que buscam um caminho que evite a polarização vista no segundo turno de 2018 entre Bolsonaro e o PT, que pode ter a candidatura de Lula.

Assinaram o manifesto o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o apresentador Luciano Huck (sem partido), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), os governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS) e o ex-presidente do partido Novo João Amoêdo.

No artigo, Fernando Henrique evita fazer defesa de nomes e não cita nominalmente nenhum possível candidato deste centro que considera em formação. Citando o ex-deputado Ulysses Guimarães, ele diz que "não é hora de fulanizar" quem seria a personificação deste campo.

"Mas é hora de promover a junção das forças capazes de se contraporem a eventuais estrebuchamentos autoritários, antes que surjam propostas que nos levem a eles. Vejo que alguns políticos se dispõem a agir para evitar que a mesmice predomine. Pelo menos é o que deduzo das declarações recentes de vários líderes da vida brasileira. A eles juntarei minha voz", disse.

Na semana passada, FHC recebeu em São Paulo a visita do correligionário Leite, possível candidato tucano para 2022. O ex-presidente também é apontado como entusiasta de uma eventual candidatura de Huck.

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.