Ensolarada, Natal tem praias e passeio pelas dunas 'com emoção'

"A gente costuma dizer que bugueiro é como marmita", disse, o próprio, entre subidas e deslizadas pelas dunas de Natal (RN). "É que levamos 'comida' para todo mundo", continuou falando mais alto que o vento, que, mesmo com o sol a pino, não deixava um fio de cabelo no lugar. As "refeições" em questão -uma sentada no banco do passageiro e três no banco de trás do carro- riram, entendendo que não se tratava de um passeio canibalesco.

A questão é que não fosse pelo "serviço delivery" dos bugueiros, os responsáveis pelas atrações que compõem o trajeto de quase sete horas não tirariam trocado algum. Ou seja, o Ronaldo, um burrinho de flores no cabelo, não posaria para as fotos, tampouco os dromedários da praia de Genipabu. Os balseiros da "travessia com cachaça e rapadura" não levariam nenhum turista, e o "aerobunda" nas dunas ficaria vazio.

"E, então, vão querer o passeio com ou sem emoção?", continuou o bugueiro, dizendo a já aguardada pergunta, cuja fama reflete no sustento dos próprios. Com emoção venceu, fazendo o sobe e desce nos montes claros deixar de ter ar apenas contemplativo para ganhar um quê de aventura, com direito a frio na barriga e gritinhos aqui e ali.

Mas nem só de aventura é feita Natal. É possível ficar sossegado em praias como Ponta Negra —entre ela e o centro há a Via Costeira, onde estão os maiores hotéis. É urbana: permite caminhar no calçadão, pular no mar e tomar uma cerveja no quiosque. Verdade que de abril a julho pode chover, mas difícil que abale as temperaturas (entre 23ºC e 30º C) ou que perdure durante o dia todo.

É cômodo ficar por ali, mas vale alugar um carro e explorar o litoral sul, passando por Cotovelo (12 km), Búzios (21 km) e esticando até Pipa (90 km). Verdade também que Pipa não é mais sinônimo do refúgio que lhe deu fama aqui e lá fora, mesmo que o mar azul cercado por verde continue a dizer isso. Costuma ferver, reunindo gringos e famílias.

A baixa temporada, porém, é um respiro: ouve-se mais o mar do que os turistas, além de ser menos concorrido conseguir uma rede para se espreguiçar após comer uma tapioca no restaurante Amô, que fica no Chapadão.

Dá para intercalar a ida às praias com passeios sem mar. Um barco navega pelo rio Potengi, onde do balançar das águas se vê Natal.

Já em Tibau do Sul, perto de Pipa, uma lancha leva para assistir ao pôr do sol na lagoa de Guaraíras. Ali, tem banho de lama no manguezal: se faz bem para a pele é questionável, mas é no mínimo divertido afundar os pés na superfície escura e pastosa.

Há, ainda, outras atividades longe da água, como visitar a Arena das Dunas, estádio considerado o mais bonito da Copa de 2014, e vizinho do novo hotel Holiday Inn Natal.

Tanto ir e vir dá fome. Frutos do mar e a cozinha do sertão são marcas registradas da culinária potiguar. Para comer carne-de-sol com macaxeira, o Tábua de Carne é o lugar. Agora, como o nome anuncia, o Camarões oferece boas receitas com o crustáceo.

Às quintas, pode-se provar outra especialidade: o Forró com Turista. Novamente, é o visitante quem escolhe se quer dançar "com" ou "sem emoção". Como quase tudo em Natal, com emoção costuma ganhar. Sempre!

A jornalista viajou a convite do grupo IHG

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NÃO VOLTE SEM...
...sentir frio na barriga no "aerobunda" nas dunas ou vendo o sol se pôr na lagoa de Guaraíras.

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