'Não criamos nossas crianças para entregá-las para a indústria pornográfica', diz ativista

Gail Dines participará de seminário sobre exploração sexual infantil, em São Paulo, no dia 15

Bianka Vieira
São Paulo

Na sucessão de movimentos históricos como o de trabalhadores e o feminista, o próximo movimento civil que deveria surgir é o que tenha como causa o fim da indústria pornográfica. Assim pensa Gail Dines, professora emérita de sociologia e estudos de mulheres no Wheelock College, nos Estados Unidos, e declaradamente uma ativista antipornografia.

Para Dines, pais deveriam unir-se e demandar de governos, através de legislações, uma regulação dessa indústria. "Nós não temos crianças para entregá-las para a indústria pornográfica", diz ao frisar a importância de uma educação sexual saudável.

A socióloga explica que, individualmente, não há muito o que fazer. Seria como querer evitar que crianças respirem ar poluído. "É um assunto de saúde pública. Está além da capacidade de qualquer indivíduo lutar contra isso sozinho."

Gail Dines participará da terceira edição do seminário Exploração Sexual Infantil, realizado pela Folha no dia 15 de maio (quarta-feira). O evento, que tem patrocínio do Instituto Liberta, acontece a partir das 8h no Unibes Cultural (rua Oscar Freire, 2500 - Sumaré), em São Paulo. 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site Folha Eventos.

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