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Descubra 12 jeitos de chamar a atenção do headhunter e conseguir uma vaga

Quem quer ser encontrado por um headhunter, responsável por descobrir novos profissionais para empresas, precisa se desapegar da ideia de acumular centenas de contatos em redes sociais ou frequentar eventos apenas para trocar cartões.

Essa é a opinião de consultores especializados em recrutamento, que contaram à Folha táticas para aumentar a visibilidade no mercado.

A forma mais fácil de ser identificado é construindo uma reputação boa o suficiente para que um colega ou ex-chefe faça uma indicação sem medo de errar e de se queimar mais adiante.

Mas o profissional pode explorar algumas brechas para entrar no radar desses caçadores de talentos. Quando não encontram alguém com boa recomendação, os recrutadores apelam para bancos de currículos, sejam próprios ou cedidos pelas empresas, e perfis nas redes sociais.

Elder Galvão
Ilustração Carreiras: como ser descoberto pelo headhunter
Veja sugestões de especialistas para se destacar e ser descoberto por headhunters

O LinkedIn é o mais comum, e, por ali, qualquer um pode se apresentar e iniciar uma conversa, inclusive o profissional -basta tomar alguns cuidados para mostrar logo o que oferece de melhor.

"O interessado precisa se assegurar de que seu nome chegará até a pessoa certa, porque são milhares distribuindo currículos na internet para uma única vaga", diz Guy Cliquet, coordenador da pós-graduação lato sensu do Insper e doutor em comportamento organizacional pela Universidade Tulane (EUA).

Para as empresas, ir além dessa rede de indicações seria útil para variar um pouco o perfil do funcionário médio, afirma Denise Delboni, doutora em administração e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Mesmo que isso represente um investimento de tempo e custo um pouco maior.

"Diversificar o recrutamento é ainda mais interessante em um período de alto desemprego como o que vivemos, já que muita gente boa está sem vaga", afirma.

Para enfrentar essa competição acirrada, conheça as sugestões dos recrutadores.

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VALE ABORDAR OS HEADHUNTERS, MAS SEM PEDIR ENTREVISTAS DE CARA
O primeiro contato deve ser uma breve introdução que inclua formação, profissão, descrição rápida da trajetória de carreira e domínio de idiomas e como encontrou o contato.
"E, para o headhunter, o profissional pode dizer sem problemas se está empregado ou não", explica Fernanda Baldívia, gerente de recrutamento e seleção da consultoria Adecco

CONSTRUA UMA BOA REPUTAÇÃO AO LONGO DA CARREIRA PARA SER LEMBRADO PELOS COLEGAS
Uma pessoa é indicada por ex-colegas ou ex-chefes porque, além de ser competente, reúne várias outras características que facilitam o dia a dia do trabalho.
"Se o profissional era leal, equilibrado, ajudava as pessoas e trabalhava bem em equipe, isso tudo é lembrado mais tarde", afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half
"É um jeito de ser mais objetivo ao se posicionar", afirma Lucas Thomaz, da Korn Ferry, especializada em RH

USE AS REDES SOCIAIS PARA ESCAPAR DAS INDICAÇÕES E DOS BANCOS DE CURRÍCULOS
A maioria dos headhunters usa esses sites como terceira opção para encontrar nomes, além de comparar e atualizar os dados com os do currículo em sua base de dados.
Já há setores, como o mercado de alto luxo, que os utilizam como principal fonte de busca. "Se há uma vaga, essas empresas já começam a caçar por ali e não anunciam nada", diz Denise Delboni, da FGV

PROCURE UM CONSULTOR ESPECIALIZADO EM SUA ÁREA DE ATUAÇÃO
A maioria das consultorias segmenta seus recrutadores por área: farmacêutico, automotivo ou financeiro são alguns exemplos.
Vale procurar quem são essas pessoas com uma busca em sites e redes sociais

NÃO SE ESQUEÇA DE QUE CINCO BONS AMIGOS VALEM MAIS QUE MIl CONEXÕES NAS REDES SOCIAIS
É o colega de longa data, com quem a amizade e a parceria foram espontâneas no dia a dia, quem respalda e indica o profissional.
"Mais do que ter centenas para abordar após a demissão, o que importa é a qualidade desses relacionamentos", afirma Luiz Wever, presidente da consultoria Odgers Berndtson

LEMBRE-SE DE QUE O HEADHUNTER TAMBÉM PEGA REFERÊNCIAS COM PARES E SUBORDINADOS
O consultor procura em sua base quem já trabalhou com o profissional e as consulta antes de levar o nome à empresa.
"Não usamos só os contatos que a pessoa passa, senão ela pode combinar o discurso. E temos estratégias para buscar informações", explica Wever, da Odgers Berndtson

LEVE EM CONTA QUE ALGUMAS EMPRESAS PRIVILEGIAM QUEM JÁ ESTÁ CONTRATADO
Para Marcelo Olivieri, diretor da consultoria Trend Recruitment, a preferência por profissionais que estão trabalhando aumenta em momentos de pleno emprego
no país. "Já nos últimos dois ou três anos, cerca de 40% das nossas posições foram preenchidas com candidatos que estavam desempregados", afirma

ATUALIZE AS REDES SOCIAIS COM FREQUÊNCIA, MAS DE FORMA DISCRETA
Uma boa medida é incluir novas informações pelo menos uma vez por mês, em vez de mexer em tudo só na hora de pleitear uma nova vaga.
"Do contrário, colegas de empresa e o próprio RH percebem as mudanças e entendem que o profissional já está em busca de uma nova colocação. Pega muito mal", afirma Baldívia, da Adecco

USE AS REDES PARA MAPEAR TAMBÉM QUEM SÃO OS PRINCIPAIS GESTORES EM SUA ÁREA
Como todo mundo inclui o próprio cargo nos perfis, os sites podem ser úteis para descobrir quem contrata nas empresas de seu interesse.
"Esses sites funcionam quase como um organograma das empresas, então dá para fazer uma busca e se apresentar direto a quem contrata", afirma Renato Trindade, gerente da Page Personnel

MANTENHA CONTATO COM O HEADHUNTER MESMO QUE A PRIMEIRA PROPOSTA NÃO DÊ EM NADA
O processo seletivo não virou contratação? Ainda assim, vale conversar com o recrutador de vez em quando e contar de um novo curso, perguntar sobre outras vagas e até indicar alguém.
"Isso nos ajuda a lembrar da pessoa e saber que temos um nome à disposição", diz Olivieri, da Trend Recruitment

FREQUENTE EVENTOS SETORIAIS PARA CONHECER OS RECRUTADORES
Palestras de associações, federações e câmaras de comércio são ótimas para conhecer esses recrutadores.
"Preciso circular onde o candidato está, então compareço em encontros de executivos e sempre me apresento como headhunter", explica Baldívia, da Adecco

MOSTRE-SE ABERTO PARA NOVAS CONVERSAS, MESMO QUE A PRIMEIRA PROPOSTA NÃO VALHA A PENA
Quem rejeita de cara a conversa ou já começa perguntando o valor do salário pode não ser considerado mais tarde, quando surgir a vaga ideal.
"Voltamos a fazer contato com quem se mostra aberto e interessado em algo além do dinheiro e dos benefícios", diz Baldívia, da Adecco

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