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Pantone escolhe o roxo 'ultravioleta' como a cor de 2018

O futuro pode ser representado pelo roxo "ultravioleta". É o que diz a Pantone, instituto responsável pela catalogação de cores, que escolheu o tom como a cor do ano de 2018.

"A cor evoca a contracultura, a originalidade e o pensamento visionário", disse a vice-presidente da Pantone, Laurie Pressman, à Associated Press.

"Estamos vivendo em tempos complexos e não sabemos como reagir a eles", continua. Porém, afirma não se referir apenas à situação política.

Para a Pantone, a cor, se usada na decoração de casa ou em produtos, moda, arte e comida, não reflete a ideia de viver em uma caixa ou fora dela, mas sim a de viver sem caixa alguma.

O "ultravioleta" é um tom frio, ou seja, a nuance é mais azul do que vermelha. Isso, segundo Pressman, indica "reflexão e espiritualidade".

A cor de 2018 segue a tendência lançada pela de 2017, "greenery", ou verde-folhagem, que foi considerado um tom fresco e revitalizante, reflexo de novos começos.

A escolha pelo roxo, que lembra os cantores Prince (1958-2016) e David Bowie (1947-2016) –ambos mortos em 2016–, tende à rebeldia e à busca de novos caminhos para as nossas vidas, afirma Pressman.

Ao mesmo tempo, é a cor da calmaria dos campos de lavanda que simbolizam a região de Provence, na França. "Considero uma cor otimista e empoderadora", diz a vice-presidente.

CULTURA POPULAR

Pressman lembra como o uso do roxo mudou nas últimas décadas.

É dito que o maestro alemão Richard Wagner (1813-1883) se cercava de roxo quando compunha. O pintor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) certa vez escreveu que a meditação se tornava "dez vezes mais poderosa quando feita sob a luz roxa que brilha através de um vitral". Alguns estúdios de meditação, por exemplo, iluminam o ambiente com luz em tom semelhante ao de "ultravioleta", pois acreditam no poder de cura dele.

Ainda aparece com frequência em obras de Gustav Klimt (1862-1918), Wassily Kandinsky (1866-1944) e Andy Warhol (1928-1987). Mais recentemente, com Jimi Hendrix (1942-1970) e a música "Purple Haze" [neblina roxa, em tradução livre], uma das mais marcantes de sua carreira.

A cor foi ainda um dos símbolos adotados pelas mulheres do movimento sufragista, no começo do século XX.

Na moda, tem aparecido nas passarelas com frequência, desde as coleções de outono de 2016. O tom ainda ganha destaque em cosméticos de olhos, bocas e unhas.

"É uma cor que pode ser usada nos mais diversos tons de pele", afirma Pressman.

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