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27/07/2012 - 18h43

Campus Party de Recife dá início a atividades; veja destaques e fotos

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YURI GONZAGA
ENVIADO ESPECIAL A RECIFE

Primeira Campus Party brasileira que acontece fora de São Paulo, a edição de Recife da convenção nerd teve as atrações iniciadas nesta sexta (27).

Durante a primeira tarde do evento, os gamers e ferozes compartilhadores de arquivos dividiam o tempo entre olhar a tela e assistir a palestras, que acontecem paralelamente em cinco palcos. Filas para credenciamento, para entrar e para sair maculavam o clima alegre.

Com participação de Alexandre Hohagen, executivo brasileiro do Facebook; Gina Gotthilf, brasileira responsável pela internacionalização do site Tumblr; e Rick Falkvinge, fundador do Partido Pirata sueco, a organização espera que passem 70 mil pessoas pelo Centro de Convenções de Pernambuco até o encerramento, que acontece na segunda (30).

Outros destaques são Bel Pesce, empresária brasileira que durante o evento lançará livro sobre empreender no Vale do Silício, e Mike Comberiate, engenheiro recém-aposentado da Nasa que toca um projeto de robótica para jovens engenheiros.

A pernambucana Amanda Beça, 21, é uma das palestrantes. Ela conta que já tinha sido convidada para participar das edições da Campus Party de São Paulo, mas que, por alegada falta de verba da organização, só pôde participar agora.

Estudante de cinema na Universidade Federal de Pernambuco, Beça falou nesta sexta sobre o processo de "viralização" no YouTube de uma análise da trilha sonora de "Super Mario World" --que elaborou com dois colegas.

"Acho bom que a Campus venha para Recife, porque mostra que a cidade está se desenvolvendo", diz.

PARTICIPANTES

Repentinas manifestações espontâneas como gritos coletivos são frequentes. Nas telas dos computadores, é possível ver clássicos dos games como "Counter-Strike", "Warcraft 3" e "Ragnarok" e os relativamente novos "League of Legends", "World of Warcraft" e "Call of Duty".

O Facebook é hegemônico nos monitores de quem não joga ou verifica o cliente de BitTorrent.

O desenvolvedor de web Cheops Araújo Malta, 26, já havia participado de eventos fora do seu estado natal, Alagoas, como a edição anterior do Fórum Internacional de Software Livre de Porto Alegre --cuja edição deste ano acontece até sábado (28).

"Estou acostumado a eventos de tecnologia, mas gosto mais da Campus Party porque aqui podemos pôr a mão na massa. Nos outros é muita teoria", diz Malta. "E não é só se divertir. Venho para observar tendências do mercado, conhecer start-ups e também para encontrar pessoalmente quem só conhecia pela internet."

"Achei que seria mais animado. Tá meio vazio", diz João Artur Bonorino Souza, 13, que está participando do evento por ser sobrinho de um dos organizadores. "Acho que vou assistir à palestra do cara do [site] 'Não Salvo' [Maurício Cid]."

Já seu colega de ensino fundamental Jefferson Hissa Hazin, 12, entusiasma-se mais. "Acho legal porque quero trabalhar com tecnologia: quero ser engenheiro. Engenheiro tecnológico", diz, enquanto manipula seu iPad 2.

MINORIA

Em excursão com colegas do curso de técnico em informática, Edicléia Vanessa, 20, de Floresta (PE), diz achar "ótimo" o fato de a capital de seu Estado receber o evento, apesar de nele as mulheres serem minoria.

"Gosto de ser da minoria porque sei que estou fazendo parte da mudança", diz.

A abertura da Campus Party de Recife, que teve os 2.000 ingressos esgotados em três semanas, aconteceu na quinta (26).

 

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