Samsung e Spotify fazem parceria de olho na Apple

Smartphones da sul-coreana virão com app pré-instalado para competir com o Apple Music

Paula Soprana

A Samsung e o Spotify anunciaram nesta quinta-feira (9) uma parceria que pode dar força às duas empresas na competição com a Apple.

Com o acordo, todos os smartphones da fabricante sul-coreana virão com o aplicativo do streaming de música sueco pré-instalado. O Spotify também será integrado às TVs e ao alto-falante inteligente da Samsung, o Galaxy Home.

A ideia é fazer frente ao Music, da Apple, que vem instalado nos dispositivos da empresa, como o iPhone e o iPad.

Funcionários da Samsung em frente ao cartaz do aparelho Galaxy Note 9 - Reuters

Com 83 milhões de assinantes, o Spotify é o maior serviço de música do mundo, mas enfrenta concorrência cada vez mais feroz da Apple. O Music, que tem 50 milhões de usuários, faz parte do segmento da gigante americana da tecnologia que cresce às maiores taxas atualmente.

Na quarta (8), a empresa informou que fechou um acordo com a operadora de telefonia dos EUA Verizon segundo o qual os clientes terão seis meses de assinatura grátis do Music. Na semana passada, a Apple informou que superou o Spotify em mercados como EUA, Canadá e Japão.

Com o anúncio do acordo, as ações do Spotify subiram 4,86% na Bolsa de Nova York.

Em evento na cidade americana, a Samsung apresentou o novo smartphone da empresa, o Galaxy Note 9, que tem lançamento previsto para o dia 24 nos EUA —ainda não há data prevista para a comercialização no Brasil.

Uma das novidades do Note 9 é que a S-Pen, caneta do celular, agora funciona com conectividade bluetooth.

Outro destaque é que usuários do Samsung Galaxy terão conteúdo exclusivo do Fortnite, fenômeno entre os jogos on-line, desenvolvido pela Epic Games, que deve rodar em Android.

O smartphone premium terá duas versões, que, nos EUA, custarão US$ 1.000 (R$ 3.800) e US$ 1.250 (R$ 4.750).

O Note é a aposta da empresa para se recuperar do trimestre passado, o primeiro em sete em que o lucro caiu, justamente devido ao recuo das vendas de celulares.

As vendas do Galaxy S9 foram mais mornas do que o esperado. Apesar disso, a sul-coreana tem projeções otimistas para o segundo semestre deste ano.

A empresa ainda é líder no mercado de smartphones (detém mais de 20%), no entanto seu protagonismo é ameaçado por rivais chineses, como Huwaei e Xiaomi, que apostam em modelos mais baratos.

Há poucos dias, a Huawei ultrapassou a Apple e se tornou a segunda maior vendedora de smartphones do mundo, embora não consiga entrar no mercado americano.

A Apple, por sua vez, teve um desempenho positivo no balanço mais recente, e parte disso foi resultado das vendas do iPhone X, seu modelo mais caro de celular. O resultado favorável fez o valor de mercado da empresa superar US$ 1 trilhão na semana passada, marca nunca antes alcançada nas Bolsas dos EUA.

Para competir e esquentar o comércio, Samsung e Apple ofertam celulares mais caros, capazes de aumentar os lucros. Especialistas, no entanto, apontam para a ameaça da China, já que as empresas estão conseguindo melhorar o hardware e manter o preço baixo.

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