Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Sob pressão, Apple retira 25 mil apps de aposta de sua loja virtual na China

Decisão que pode ajudar a gigante a superar seu maior desafio fora dos EUA

Mulheres em frente a loja da Apple em construção em shopping de Pequim
Mulheres em frente a loja da Apple em construção em shopping de Pequim - Wang Zhao/AFP
Yoko Kubota
Pequim | The Wall Street Journal

Sob ataque da mídia estatal chinesa, a Apple removeu aplicativos ilegais de apostas da App Store no país --decisão que pode ajudar a gigante a superar seu maior desafio fora dos EUA.

A empresa americana era criticada pela China por não fazer o suficiente para filtrar o conteúdo.

"A Apple determina as regras sobre quais apps admite em sua loja, mas não as segue", disse a TV em reportagem. De acordo com o canal, a loja online da empresa excluiu 25 mil aplicativos de apostas. A denúncia da estatal veio em um momento de vulnerabilidade para a companhia, que se vê enredada na fricção comercial entre Washington e Pequim.

A China responde por cerca de um quinto da receita da Apple. Sediada na Califórnia, a empresa monta seus iPhones no país asiático, o que significa que os aparelhos são um produto chinês de exportação que pode ser exposto a tarifas.

Especialistas dizem que a China poderia prejudicar empresas americanas por meio de tarifas e outras medidas, como campanhas contrárias de mídia. Apesar disso, produtos como o iPhone seguem populares, e as lojas americanas continuam a atrair compradores.

Além da disputa comercial, o governo chinês está reforçando o controle sobre a internet do país e tenta bloquear conteúdos que não se adaptam aos valores do Partido Comunista.

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci

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