Bitcoin pode se tornar uma moeda dominante?

Criptomoeda completa dez anos nesta 4ª e ainda divide opiniões sobre ser alternativa viável

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"O bitcoin completa dez anos nesta quarta-feira (31). Ao longo de sua década de existência, não houve escassez de manchetes sobre a inevitável alta --ou a inevitável queda-- dessa e de outras criptomoedas.

No fim do ano passado, o preço do bitcoin registrou uma alta meteórica.

Subiu quase 1.332% no ano, atingindo um pico de US$ 19.783 (R$ 71.935) em 17 de dezembro. De lá para cá, seu preço caiu mais de 68%, para US$ 6.287 (R$ 22.860) nesta segunda (29).

As oscilações aconteceram em um período de escrutínio intensificado sobre a criptomoeda.

Em agosto, a SEC (Securities and Exchange Commission), agência federal que regulamenta os mercados de valores mobiliários dos Estados Unidos, rejeitou nove propostas para fundos de bitcoin com cotas negociadas em Bolsa.

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Bitcoin completa dez anos - Associated Press

Conseguir a aprovação ajudaria muito esse mercado a atrair investidores convencionais e de varejo, mas a reguladora concluiu que não há transparência suficiente nesse mercado para garantir que os preços não sejam manipulados.

O Wall Street Journal noticiou recentemente que existem softwares que manipulam o preço do bitcoin nos mercados.

Um relatório do Departamento de Justiça do estado de Nova York, em setembro, expressava preocupações semelhantes às da SEC.

Enquanto isso, a empresa de finanças Fidelity anuncia que irá armazenar e operar moedas digitais, entre as quais o bitcoin, para fundos de hedge e outros investidores profissionais.

O bitcoin é sucesso nos mercados em desenvolvimento, onde é considerado um refúgio contra tumultos políticos e econômicos e como forma de contornar obstáculos financeiros, entre os quais a falta de serviços bancários convencionais.

Em meio a tudo isso, o debate sobre as perspectivas de longo prazo do bitcoin como moeda viável e dominante continua.

Sim

 'Criptomoedas têm papel de longo prazo na sociedade' 

Não

'Moedas digitais servem a investidor, não ao consumidor'  ​

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