Super Micro revisará hardwares em busca de chips maliciosos da China

Bloomberg disse que espiões chineses colocaram chips em equipamentos usados por Apple e Amazon

San Francisco | Reuters

A Super Micro Computer anunciou nesta segunda-feira (22) que revisará seus hardwares em busca de qualquer prova de chips maliciosos.

No início do mês, uma reportagem da Bloomberg Businessweek  disse, a partir do depoimento de 17 fontes não identificadas de agências de inteligência e empresas, que espiões chineses colocaram chips dentro de equipamentos utilizados por cerca de 30 empresas, incluindo Apple e Amazon, e agências do governo dos Estados Unidos, o que daria a Pequim acesso secreto a redes internas.

Logos de Amazon e Apple; empresas negam intrusão chinesa por chips em seus aparelhos
Logos de Amazon e Apple; empresas negam intrusão chinesa por chips em seus aparelhos - Loic Venance e Emmanuel Dunanda/AFP

A operação, que a reportagem atribuiu a uma unidade militar chinesa que se especializa em ataques a hardware, envolvia a inserção de um minúsculo chip de aparência inócua nas placas-mãe usadas em servidores produzidos pela Supermicro. A empresa logo negou. 

"Apesar da falta de qualquer prova de que um chip de hardware malicioso existe, estamos realizando uma revisão complicada e demorada para continuar a abordar as informações", disse a fabricante de chips em uma carta aos seus clientes, datada de 18 de outubro.

A agência de notícias disse, também, que a Amazon descobriu esses chips no mesmo ano, enquanto examinava os servidores fabricados pela Elemental Technologies, que a varejista eventualmente adquiriu.

Tanto a Apple quanto a Amazon negaram as alegações.

Tim Cook, presidente-executivo da Apple, disse ao site de notícias online BuzzFeed na sexta-feira (19) que a Bloomberg deve se retratar pela reportagem.

A Bloomberg, no entanto, afirmou que mantinha as informações e estava confiante em suas reportagens, que foram conduzidas por mais de um ano.

Especialistas em segurança, assim como as autoridades dos EUA e do Reino Unido, disseram não ter conhecimento dos ataques.

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