Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Jogo vende 1,2 mi de cópias em 3 dias e revigora Nintendo

Vendas do Super Smash Bros ajudam a levantar a popularidade do console Switch

Takashi Mochizuki
Tóquio | The Wall Street Journal

Depois de dificuldades até o meio do ano, a temporada de festas parece mais feliz para a Nintendo, graças ao novo videogame Super Smash Bros e a sinais iniciais de que o console Switch está, enfim, se saindo bem.

O novo Super Smash Bros Ultimate para o Switch vendeu 1,2 milhão de cópias nos três dias posteriores ao seu lançamento no Japão, no dia 7, informou o grupo de pesquisa Gzbrain. 

A Nintendo obtém no Japão 21% de sua receita com videogames. Nos Estados Unidos, o maior mercado da Nintendo, a Amazon.com anunciou que o jogo é o mais vendido até agora neste ano, na área de videogames.

O título, que permite que os jogadores escolham personagens famosos de jogos da Nintendo e de outros produtores, foi lançado originalmente em 1999 para o sistema Nintendo 64 e sempre foi sucesso de vendas.

Gamers fazem fila para comprar Super Smash Bros em Tóquio; jogo permite a escolha  de personagens famosos da Nintendo
Gamers fazem fila para comprar Super Smash Bros em Tóquio; jogo permite a escolha de personagens famosos da Nintendo - Tomohiro Ohsumi /Bloomberg via Gety Images

A Gzbrain diz que sua popularidade também eleva as vendas do console Switch, cujo preço no Japão é de US$ 299 (cerca de R$ 1.100). O aparelho vendeu 278.313 unidades na semana encerrada em 9 de dezembro, ante 107.450 unidades na semana anterior.

Informações sobre o desempenho da companhia na temporada de festas serão divulgadas quando ela anunciar seus resultados para o quarto trimestre.

Graças ao jogo e aos títulos da série Pokémon lançados em novembro, analistas antecipam que a Nintendo venda entre 18 milhões e 19 milhões de unidades do console Switch em seu atual ano fiscal, que se encerra em março.

Isso ficaria aquém da meta de 20 milhões de unidades anunciada pela empresa, mas ainda manteria a máquina, lançada em 2017, no mesmo patamar do Nintendo Wii e do Sony PlayStation 4, em seus dois primeiros anos no mercado.

As vendas do Switch estavam fracas, na metade do ano, o que gerou preocupações de que o console talvez já tivesse passado do pico. As ações da Nintendo caíram mais de 30% ante sua cotação mais alta do ano, registrada em janeiro.

Especialistas estavam preocupados com a falta de títulos de sucesso de outras empresas que não a Nintendo, na linha de videogames do Switch, ainda que os dados demonstrem que o número de títulos disponíveis é compatível com o de outros consoles.

Outro revés foi o desempenho inferior ao esperado do Nintendo Labo, um kit de montagem de objetos de cartolina que pode ser combinado ao Switch para criar um minipiano, um kit de pesca e outros brinquedos.

 

Analistas dizem que as vendas de hardware de Switch devem se acelerar no ano que vem, ultrapassando os 20 milhões de unidades no ano fiscal que se encerrará em março de 2020, com a chegada de novos jogos ao mercado. 

As séries de jogos da Nintendo que terão novos títulos no ano que vem incluem Fire Emblem, Pokémon e Animal Crossing.

O PlayStation 4, da Sony, que está em seu sexto ano, estendeu seu ciclo em parte ao criar receita por meio de serviços em rede vendidos por assinatura. Depois do sucesso da Sony e da Microsoft nesse segmento, a Nintendo lançou programas online para os usuários do Switch que oferecem serviços como armazenar dados de jogos em um computador central, acessível de qualquer lugar.

The Wall Street Journal,traduzido do inglês por Paulo Migliacci

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