Descrição de chapéu The Wall Street Journal

Microsoft pede regulamentação de reconhecimento facial em 2019

Esforço surge enquanto Facebook e Google enfrentam reações devido às suas práticas de privacidade

Jay Greene e Douglas MacMillan
San Francisco | The Wall Street Journal

A Microsoft pede que os governos de todo o mundo regulamentem a tecnologia de reconhecimento facial em 2019.

A empresa americana solicita que incluam requisitos de verificação independente da precisão do reconhecimento e de detecção de possíveis vieses cognitivos, e proíbam a vigilância específica sem ordem judicial.

O esforço surge no momento em que rivais como o Facebook e o Google enfrentam reações adversas com relação às suas práticas de privacidade.

A Microsoft, que concorre com ambas as empresas e também com a Amazon nesse mercado, vem apelando por regulamentação governamental da tecnologia.

Brad Smith, vice-presidente jurídico da Microsoft; ele lidera a discussão sobre o tema
Brad Smith, vice-presidente jurídico da Microsoft; ele lidera a discussão sobre o tema - Francisco Leong/AFP

“Se uma empresa responsável rejeita negócios porque considera que um determinado uso de reconhecimento facial pode resultar em avanços na discriminação ou em abuso de direitos humanos, e depois vê seus concorrentes irem adiante e conquistarem esses contratos, não só os direitos das pessoas estarão em risco como há possibilidade de que o mercado seja distorcido em favor de uma abordagem menos responsável em termos sociais”, diz Brad Smith, vice-presidente jurídico da Microsoft.

O produto da companhia, chamado Face, é usado por clientes como a Uber. Os motoristas tiram selfies para confirmar sua identidade quando abrem o app da companhia antes de começar a apanhar passageiros.

A adoção da tecnologia está acelerada, especialmente na China, onde o governo a emprega para fins de vigilância. Smith não informa se a Microsoft venderia tecnologia de reconhecimento facial ao país.

A empresa também faz pressão sobre o setor privado. Organizações como a ACLU (União Americana de Liberdades Civis, na sigla em inglês) e o AI Now Institute também clamam por regras.

The Wall Street Journal, traduzido do inglês por Paulo Migliacci


 

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