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The Wall Street Journal

Galaxy S10 traz novidades nas quatro versões, mas sem grandes avanços

Inovação deve vir com o dobrável Fold, em abril; nova linha chega ao Brasil a partir do dia 12

Joanna Stern
Nova York | The Wall Street Journal

Celulares com vários tamanhos de tela e cores? Sim! Novidades para comentar? Sim! Preços a partir de US$ 750 (cerca de R$ 2.795)? Sim! A nova linha Galaxy S10 da Samsung, anunciada no dia 20 deste mês e com chegada às lojas prevista para 8 de março (no Brasil, depois do dia 12), satisfaz todos os requisitos na lista de lançamento de smartphones modernos. 

São celulares ótimos, melhores que seu atual celular ótimo, com preços cujo objetivo é manter os negócios da gigante sul-coreana do setor em movimento.

No 10º aniversário de seu principal modelo, a Samsung oferece novidades em seus lançamentos: o S10e, S10, S10+ e S10 5G. 

O sensor de impressões digitais faz parte da tela, as câmeras se multiplicaram rápido, e o modelo 5G será um dos primeiros a funcionar com as redes de alta velocidade que estão por chegar.

Mas será que temos um salto gigantesco na linha deste ano, como o Galaxy S4, com sua tela Amoled muito ampliada e novo modelo de câmera, ou como o S5, à prova de água? Não e não.

O grande salto está chegando: a Samsung lançará um smartphone de tela dobrável, o Fold, que chegará às lojas em 26 de abril, mas o foco do modelo são os consumidores pioneiros de novas tecnologias —e o preço, US$ 1.9800 (mais de R$ 7.300), mostra isso.

Se você só está interessado em um novo Android, sem tela dobrável, terá de tentar compreender as diferenças entre os modelos da linha Galaxy S10. 

Para sua sorte, sou especialista em decifrar linhas de celulares confusas, e dediquei algum tempo à família Galaxy S10.

O que todos têm? Não importa qual Galaxy S10 escolha, você receberá: uma linda e nítida tela infinita Amoled HDR+, pelo menos 128 gigas de armazenagem e uma escolha de quatro cores. A maior inovação de todas: uma entrada para fone de ouvido.

Todos prometem baterias com 24 horas de duração, o que explica por que a Samsung acredita que você se disporá a compartilhar da carga de seu aparelho, por meio de um truque de carregamento sem fio. 

Os modelos têm combinações diferentes de câmeras para selfies, mas nenhum deles usa o detestado recorte na tela. Em lugar disso, a Samsung criou um buraco para a câmera diretamente na superfície da tela.

Vamos fazer uma pausa para agradecer aos engenheiros de software da Samsung, que parecem enfim ter se preocupado em propiciar uma experiência melhor ao usuário.

A nova interface One, combinada ao Android 9.0, parece bem projetada, e seus menus —em minha breve experiência com os aparelhos—parecem fazer sentido.

Galaxy S10e

Com preço inicial de US$ 750, o celular tem três câmeras. O S10e representa uma admissão pela Samsung de que os celulares ficaram grandes demais. 

Embora a tela de 5,8 polegadas não seja pequena, ela cabe direitinho em minha mão. 

Tocar os cantos ou as beiras da tela não requer sacrifício. Diferentemente dos demais modelos, o sensor de impressões digitais do S10e foi incorporado ao botão lateral.

Já que o “e” significa essencial, você só recebe as câmeras essenciais: uma câmera frontal de 10 megapixels e duas câmeras traseiras —uma grande angular de 16 megapixels e uma câmera regular de 12 megapixels. 

A lente grande angular pode evitar a manobra de recuar para enquadrar o grupo todo em uma foto. Não há lente teleobjetiva que ofereça zoom.

Da esquerda para a direita, Samsung Galaxy S10e, S10, S10+ e S10 5G; lançamento no Brasil está previsto para 12 de março
Da esquerda para a direita, Samsung Galaxy S10e, S10, S10+ e S10 5G; lançamento no Brasil está previsto para 12 de março - Henry Nicholls/Reuters

Galaxy S10

Com preço inicial de US$ 900 (R$ 3.3500), o celular tem quatro câmeras. O posicionamento do sensor de impressões digitais do S9, na traseira do aparelho, não era ideal —a não ser que você goste de lentes sujas em suas câmeras.

Agora, com o sensor de digitais ultrassônico do S10 incorporado à tela de 6,1 polegadas, a Samsung o devolve ao seu lugar correto, na parte inferior central da tela. O lado negativo previsível? Não existe uma marca física para o lugar em que é preciso posicionar o dedo, de modo que você terá de fazê-lo olhando a tela até que o movimento se automatize.

O destravamento foi instantâneo nas poucas vezes em que tentei. É um sistema bem futurista. Mas não é o Face ID da Apple, que, quer você goste da ideia, quer a deteste, é muito mais avançado que o reconhecimento facial da Samsung. 

Todos os modelos da linha S10 têm reconhecimento facial e escâner de impressões digitais. Recomendo manter os dois métodos acionados e usar o mais conveniente em cada ocasião.

O S10 tem câmera frontal igual à do S10e e um trio de câmeras traseiras: grande angular de 16 megapixels, regular de 12 megapixels e teleobjetiva de 12 megapixels. Você pode selecionar a câmera manualmente ou permitir que o aparelho decida. 

Galaxy S10+ 

Com preço inicial de US$ 1.000 (R$ 3.700), o celular tem cinco câmeras. O S10+ tem os mesmos recursos que o S10, mas uma tela maior, de 6,4 polegadas, e uma câmera frontal a mais. 

O objetivo dela é melhorar os selfies em modo “portrait”, mas ela não ajuda quanto ao reconhecimento facial.

Galaxy S10 5G

O preço inicial ainda não é público, e o celular tem seis câmeras. A tela é enorme, com 6,7 polegadas, a capacidade de armazenagem é de 256 gigabytes, e ele conta com duas câmeras frontais e quatro câmeras traseiras. 

Ao trio de câmeras traseiras dos modelos precedentes o S10 5G acrescenta uma câmera 3D que capta profundidade, para uso com apps de realidade aumentada.

O modelo oferece conexão 5G. A Samsung diz que as primeiras redes 5G operacionais serão as da Verizon (no fim do segundo ou começo do terceiro trimestre), seguidas mais tarde pelas das demais operadoras americanas de telefonia móvel. 

As operadoras americanas lançarão redes 5G em apenas algumas cidades neste ano. O S10 5G tem uma bateria enorme, mas não se sabe que impacto as novas redes terão sobre a duração da carga.

Embora eu tenha visto o S10 5G e confirmado que ele é maior que uma garagem, não era um modelo funcional; por isso não pude testar as câmeras, ou a rede de alta velocidade.

Tampouco vi o Galaxy Fold, um smartphone Android completamente diferente, com uma tela Infinity Flex de 7,3 polegadas que dobra.

Samsung Galaxy Fold, celular com tela dobrável da sul-coreana; ele deve chegar às lojas americanas em 26 de abril
Samsung Galaxy Fold, celular com tela dobrável da sul-coreana; ele deve chegar às lojas americanas em 26 de abril - Stephen Nellis/Reuters

O S10 5G e o Fold parecem ser parte do próximo grande salto dos smartphones. Vale a pena esperar por isso. Dado o preço alto do Fold quando chegar às lojas dos EUA, em abril, informou a S e a disponibilidade limitada de redes 5G, os dois modelos ainda são produtos para nichos de mercado.

A maioria dos compradores pode optar por um dos muitos outros modelos S10 ou esperar pela chegada do S11, que presumivelmente virá equipado com 11 câmeras.

Traduzido do inglês por Paulo Migliacci

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